- A China definiu o alvo de crescimento do PIB para 4,5% a 5% em 2026, abaixo de 5% pela primeira vez desde 1991, sinalizando mudança de modelo para crescimento de “alta qualidade”.
- O objetivo foi anunciado pelo premier Li Qiang na sessão de abertura da Assembleia Popular Nacional, que começou em Pequim, durante a reunião anual das Two Sessions.
- O foco passa a ser crescimento impulsionado por indústria de alta tecnologia e reformas estruturais, em detrimento de construção e exportação.
- Li Qiang também informou meta de desemprego urbano de 5,5% e a criação de mais de 12 milhões de empregos urbanos.
- O governo busca ampliar a demanda interna e revisar o 15º plano quinquenal (2026-2030), mantendo disciplina financeira e aguardando negociações com os Estados Unidos após a trégua comercial de um ano.
China define crescimento do PIB entre 4,5% e 5% para 2026, o menor desde 1991, sinalizando mudança de foco de exportação para crescimento de alta qualidade. A meta foi anunciada pelo premiê Li Qiang na sessão de abertura da Assembleia Popular Nacional (NPC).
A NPC, que reúne cerca de 3 mil delegados, deve também analisar o 15º plano quinquenal, para 2026-2030. Li destacou 2025 como ano de mudanças profundas, com desenvolvimento doméstico e externo complexo.
A estratégia prioriza crescimento de “alta qualidade” com foco em hi tech e reformas estruturais, em vez de construção e exportação como motores principais. O país encara pressões como renda per capita elevada e setor imobiliário enfraquecido.
Analistas comentam que a transição pode afetar milhões de trabalhadores de setores manuais. No entanto, Li informou uma meta de desemprego urbano de 5,5% e mais de 12 milhões de novos empregos urbanos, compatível com anos anteriores.
A China encerrou o ano anterior com um superávit comercial de cerca de US$ 1 trilhão, apesar da guerra comercial com os EUA. Li ressaltou que disciplina financeira e econômica será prioridade em 2026.
O país busca fortalecer a demanda interna como pilar da estabilidade econômica de longo prazo, alinhada a reformas estruturais para reduzir a dependência de ciclos externos e manter o crescimento sob controle.
Mudanças no foco econômico
- Adoção de políticas para estimular demanda doméstica e consumo, com ênfase na transição para setores de alta tecnologia.
- Complementarmente, a meta de empregos urbanos reforça o compromisso com o equilíbrio entre crescimento e mercado de trabalho.
- A reavaliação do plano quinquenal sinaliza continuidade de reformas para 2026-2030.
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