- Banco Central afirmou apoio à terceira fase da Operação Compliance Zero e disse que a PF é essencial para esclarecer os fatos.
- Dois servidores do BC foram afastados pelo ministro André Mendonça, do STF, por envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- Os alvos são Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização, e Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, pontos-chave de fiscalização e documentos ao Ministério Público Federal.
- O BC aponta indícios de percepção de vantagens indevidas e instaurou procedimentos correcionais, além de comunicar formalmente a Polícia Federal.
- A investigação apura um possível esquema bilionário de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, com suspeitas de corrupção e obstrução de investigação.
O Banco Central (BC) informou apoio à terceira fase da Operação Compliance Zero e disse acreditar que a Polícia Federal promove o esclarecimento definitivo dos fatos. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (4).
Dois servidores do BC foram afastados pelo ministro André Mendonça, do STF, por possível envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi tomada durante investigações em curso.
Segundo fontes próximas às apurações, os servidores são Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Ambos atuavam em áreas estratégicas de fiscalização e controle do BC.
Paulo Sérgio ocupava a função de diretor de Fiscalização e era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. Belline Santana chefiava o Departamento de Supervisão Bancária e teria participado de documentos enviados ao Ministério Público.
O BC afirma ter identificado indícios de vantagem indevida durante revisão de processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. Em resposta, afastou cautelarmente os funcionários e abriu procedimentos correcionais.
A instituição destacou que, com o devido processo legal, as condutas infracionais serão apuradas e punidas conforme a lei. A PF também foi comunicada formalmente sobre os indícios.
Antes da decisão judicial, os dois haviam deixado cargos de chefia após abrir sindicância interna. A investigação envolve cruzamento de dados e material apreendido com alvos da operação.
A terceira fase da Compliance Zero investiga suspeitas de um esquema bilionário de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de possíveis práticas de corrupção e obstrução de investigação.
Entre na conversa da comunidade