- Em janeiro, a receita líquida de vendas da indústria de máquinas caiu 17% ante janeiro de 2025, para R$ 17,28 bilhões.
- No mercado interno, a receita recuou 19% (R$ 12,8 bilhões) e o consumo aparente caiu 21,5% (R$ 26,5 bilhões).
- As exportações somaram US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% em relação a janeiro do ano anterior, mas queda de 41,4% frente a dezembro.
- As importações totalizaram US$ 2,48 bilhões, queda de 10,3% frente a janeiro de 2025, com recuos mais expressivos em bens de consumo e infraestrutura.
- A capacidade instalada ficou em 78,6% em janeiro; a carteira de pedidos caiu para 9 semanas, e há expectativa de crescimento de aproximadamente 3,5% na produção e 4% na receita líquida neste ano, com impulso pela demanda interna.
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda de 17% nas vendas em janeiro, com receita líquida de R$ 17,28 bilhões. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Abimaq, associação das fabricantes.
No mercado interno, as vendas recuaram 19% frente a janeiro de 2025, somando R$ 12,8 bilhões. O consumo aparente caiu 21,5%, para R$ 26,5 bilhões. As exportações chegaram a US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% ante janeiro de 2025, porém caíram 41,4% frente a dezembro.
As importações somaram US$ 2,48 bilhões em janeiro, com queda de 10,3% ante o mesmo mês do ano passado. Os recuos foram mais expressivos nos bens de consumo e de infraestrutura. O uso da capacidade instalada ficou em 78,6% no mês, 0,6 ponto porcentual acima de dezembro e 4% acima de janeiro de 2025.
A carteira de pedidos caiu para o equivalente a 9 semanas de trabalho, ligeiramente abaixo da média dos últimos dois anos (9,3 semanas). A Abimaq ressalta que o indicador reflete fatores sazonais e a base de comparação elevada.
Perspectivas para 2026
A associação projeta crescimento de 3,5% na produção de máquinas e equipamentos neste ano, com alta de cerca de 4% na receita líquida. O avanço deve ocorrer principalmente no mercado doméstico, com demanda prevista em torno de 5,6%.
A previsão doméstica fica apoiada por projetos em infraestrutura já contratados e pela continuidade dos investimentos nas atividades extrativistas. As informações são da Abimaq.
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