- Jan van Eck, CEO da VanEck, afirma que Bitcoin formou um macro bottom, sugerindo o fim da correção pós-halving.
- A faixa de $60 mil a $70 mil é vista como piso de reacumulação, não topo de distribuição, o que pode sustentar um ciclo de expansão nos próximos anos.
- O ciclo de quatro anos não é mais puramente mecânico: os ETFs de Bitcoin criam demanda contínua que desafia os choques de oferta gerados pelos mineradores.
- Fluxos institucionais para ETFs de BTC têm sido positivos, mesmo com volatilidade de preço e capitulação de mineradores, indicando defensores institucionais comprando as quedas.
- A combinação de fluxo institucional e a dinâmica dos ETFs sugere que o piso de $60 mil pode sustentar o preço caso as reservas de câmbio continuem estáveis, mas o equilíbrio entre demanda institucional e oferta de mineradores ainda pode manter a volatilidade alta.
VanEck aponta fundo macro do Bitcoin como possível reset do ciclo de valorização, segundo declaração do CEO Jan van Eck nesta semana. A tese sustenta que o recuo de 2022 marcou o reset do ciclo, e a faixa de US$ 60 mil a US$ 70 mil seria a base para uma expansão de longo prazo.
Para o executivo, o que muitos chamam de “consolidação” após o halving não é apenas um momento de volatilidade, mas a formação de um piso central. Dados apontam que volumes de detentores de longo prazo se mantêm próximos de US$ 60 mil, indicando que grandes investidores não estariam liquidando.
A análise contrapõe o modelo tradicional de ciclo de 4 anos, que associava halving a redução de oferta e elevação de preço. Com a entrada de ETFs de Bitcoin, a demanda institucional cria pressão contínua de compra e desloca os impactos da oferta formada pelos mineradores.
Dinâmica entre ETFs e capitulação de mineradores
Dados de fluxo em ETFs institucionais mostram entradas constantes, mesmo diante de quedas de preço. Grandes players, como BlackRock e Fidelity, continuam comprando, sugerindo visão de valor em médias de preço mais altas no futuro.
Enquanto mineradores enfrentam margens pressionadas e venda de estoques para custear custos operacionais, a demanda institucional resiste. A soma dessas forças explica a manutenção de um piso ao redor de US$ 60 mil, mesmo com volatilidade recente.
Caso a tese macro de Van Eck se confirme, quedas abaixo de US$ 60 mil seriam vistas como desvios, não como mudança de tendência. O cenário indica um possível recuo temporário antes de uma nova rodada de ganhos motivada por fluxos institucionais.
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