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Shell investe R$ 3,5 bi na Raízen e espera aporte igual da Cosan, diz CEO

Shell destina R$ 3,5 bilhões à Raízen e aguarda aporte igual da Cosan, enquanto credores dizem que capital é insuficiente para a alavancagem da empresa

'Negociações continuam ativas com o objetivo de encontrar uma solução estrutural e de longo prazo', disse o CEO da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa
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  • Shell vai investir R$ 3,5 bilhões na Raízen e aguarda aporte igual da Cosan, segundo o CEO da Shell no Brasil.
  • As negociações visam uma solução estrutural de longo prazo para a Raízen, em meio a dificuldades financeiras da joint venture.
  • A Raízen busca novos financiamentos devido a altas taxas de juros, safras abaixo do esperado e investimentos que ainda não deram retorno.
  • Credores afirmam que a injeção proposta é insuficiente diante da alavancagem e da deterioração do crédito da empresa.
  • O governo, incluindo o presidente Lula, acompanha o processo por riscos para os mercados de crédito e confiança dos investidores.

Shell anunciou a injeção de 3,5 bilhões de reais na Raízen, joint venture criada com a Cosan. A decisão é parte de uma rodada de financiamento para a empresa, que enfrenta dificuldades financeiras. A expectativa é que a Cosan aporte valor igual ao da Shell.

O anúncio foi feito pelo CEO da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro. Segundo ele, as negociações seguem ativas para estruturar uma solução de longo prazo compatível com as restrições de cada parte envolvida.

A Raízen figura entre as maiores produtoras de etanol do mundo e busca novos financiamentos diante de juros elevados, safras abaixo do esperado e investimentos ainda sem retorno substancial. A deterioração do perfil de crédito elevou a sensibilidade do grupo a condições de mercado.

Contexto financeiro e atores envolvidos

O governo, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanha a situação por reconhecer riscos políticos e econômicos de uma reestruturação desordenada. A preocupação é manter a confiança dos investidores em um momento de vulnerabilidade para a maior economia da região.

Entre os acionistas, além de Shell e Cosan, está o BTG Pactual, que propôs investir no braço de distribuição de combustível da Raízen como parte de uma reestruturação ampla. Credores, contudo, entendem que a injeção atual é insuficiente frente o nível de alavancagem.

Alguns detentores de títulos e instituições financeiras têm defendido um aporte maior, estimado em cerca de 25 bilhões de reais, afirmando que Shell e Cosan possuem capacidade para contribuir mais após anos de distribuição de dividendos. As negociações seguem sem conclusão até o momento.

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