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Mercado de Carregadores para Carros Elétricos já atinge R$ 1 bilhão no Brasil

Lei paulista que libera carregadores em condomínios pode levar o mercado de recarga a mais de R$ 3 bilhões por ano, com aceleração prevista

Carregamento residencial deve mudar mercado do carro elétrico
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  • O mercado brasileiro de recarga para carros elétricos movimenta entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões por ano e pode passar de R$ 3 bilhões anuais nos próximos anos.
  • A projeção ganha impulso com a Lei 18.403 de São Paulo, que permite a instalação de carregadores em vagas privativas de condomínios, desburocratizando a demanda.
  • A ABVE estima crescimento de 40% a 60% ao ano em instalações de carregadores rápidos em prédios nos próximos dois anos, puxado por grandes cidades.
  • Em fevereiro de 2026, o Brasil tinha 21.060 pontos públicos e semipúblicos de recarga, ante 16.880 em agosto de 2025, representando avanço significativo.
  • O custo médio de instalação residencial fica entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, com potential de redução de até 50% em condomínios com preparação elétrica ou projetos coletivos.

O mercado brasileiro de recarga para carros elétricos já movimenta entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões por ano e pode avançar para mais de R$ 3 bilhões anuais. A projeção é da ABVE, com dados consolidados para a Forbes Brasil.

A alteração regulatória que impulsiona o setor ocorreu em São Paulo. A Lei 18.403, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada em 19 de fevereiro no Diário Oficial, garante a instalação de carregadores em vagas privativas de condomínios. Síndicos deixaram de restringir o acesso à recarga.

Segundo Davi Bertoncello, diretor da ABVE e executivo da Tupi, a legislação tende a acelerar a adoção em condomínios, especialmente residenciais. A estimativa é de crescimento de 40% a 60% ao ano em instalações de carregadores rápidos em prédios nos próximos dois anos.

Impacto no mercado e percepção de escala

Com a expansão da frota elétrica, que fechou 2025 com recorde de 224 mil unidades vendidas, a ABVE projeta que o mercado público de recarga alcance rapidamente mais de R$ 3 bilhões por ano em três anos. A mudança regulatória é vista como desfecho de uma demanda reprimida.

Referência internacional e dados de infraestrutura

O modelo brasileiro acompanha a Noruega, que aprovou lei semelhante em 2017 para ampliar autonomia de recarga em condomínios. Em 2024, 90% dos carros novos no país eram 100% elétricos, com grande adoção de carregadores residenciais já em 2023 (89%).

Panorama de pontos de recarga e frota

Em fevereiro de 2026, o Brasil contava com 21.060 pontos públicos e semipúblicos. Em agosto de 2025 eram 16.880, o que representa avanço de 24,7% em poucos meses. A frota de veículos plug-in somava 394.773 unidades entre 2022 e janeiro de 2026.

Custos de instalação e tendência de mercado

O custo médio de instalação residencial de um ponto varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, dependendo da configuração. Em condomínios com projetos coletivos, o valor pode cair até 50%. A ampliação da rede pública + potencial de tomadas nas garagens tende a tornar o recarregamento mais acessível.

Conclusão operacional

A combinação de regulamentação paulista e crescimento da frota coloca o Brasil numa fase de aceleração da infraestrutura de recarga. A evolução combina pontos públicos, soluções em condomínios e novos modelos de negócio, consolidando o avanço rumo a uma rede integrada de energia para veículos elétricos.

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