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Inflação de alimentos no Reino Unido sobe inesperadamente, alertam especialistas

Inflação de alimentos no Reino Unido sobe para 4,3% em quatro semanas, com alerta de que conflito no Oriente Médio pode aumentar a inflação e reduzir a produção na zona euro

Grocery price inflation rose to 4.3% in the four weeks to 22 February, according to the market research company Worldpanel by Numerator.
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  • A inflação de grocery no Reino Unido subiu para 4,3% nas quatro semanas até 22 de fevereiro, após queda de 4% em janeiro e 4,7% em dezembro.
  • O diretor econômico do Banco Central Europeu alerta que uma guerra prolongada no Oriente Médio pode elevar muito a inflação e reduzir fortemente a produção na zona do euro e no Reino Unido, com pressões adicionais sobre energia.
  • O petróleo e o gás já subiram, o que pode elevar ainda mais os custos nas bombas e nas faturas de energia doméstica.
  • Ocado registrou o maior crescimento de vendas entre os supermercados nos 12 semanas até 22 de fevereiro (15,1%); Lidl manteve crescimento de dois dígitos pelo 12º mês seguido.
  • Compras online seguem em alta, com 13% do total de vendas de groceries e mais de 18 milhões de pedidos nos quatro meses, nível mais alto desde julho de 2021.

A inflação dos alimentos no Reino Unido voltou a subir, surpreendendo analistas. Em quatro semanas encerradas em 22 de fevereiro, o índice de preços de groceries ficou em 4,3%, após queda de 4,0% em janeiro. A leitura é feita pela Worldpanel por Numerator.

A agência aponta que o recuo anterior refletia um começo de ano mais contido, mas a pandemia de conflitos no Oriente Médio e as perspectivas de continuidade do conflito elevam as pressões sobre custos. Especialistas dizem que há mais espaço para alta se a crise prosseguir.

Paralelamente, o Banco Central Europeu alerta para impactos maiores caso o combate se estenda. O economista-chefe do BCE afirmou que uma guerra prolongada pode reduzir suprimentos de petróleo e gás, elevando a inflação e reduzindo a atividade econômica na zona do euro. O efeito também pode atingir o Reino Unido.

Custo de energia e hábitos de consumo

O aumento de preços de energia já repercute no bolso dos britânicos, com impactos esperados nos combustíveis e nas contas de gás e eletricidade. O clima de instabilidade externa contribui para volatilidade de preços ao consumidor, segundo o comitê econômico.

Fraser McKevitt, da Worldpanel, observa que as vendas de chocolate devem permanecer pressionadas, mas o ritmo da inflação nessa categoria está no menor patamar desde setembro de 2025. Já a rede Greggs destaca queda de quase 18% no lucro antes de impostos no ano encerrado em 27 de dezembro, após mencionar menor pressão inflacionária.

Tendências de compra e varejo

A pesquisa aponta demanda por itens festivos, com pancake mixes em alta de 114% na semana que antecedeu o Mardi Gras, e produtores relatando custo de ingredientes em ascensão. Mesmo assim, houve aumento de compras de ingredientes básicos, como farinha (+34%), açúcar (+17%) e limões (+70%).

Em meio ao aperto, o varejo online cresce novamente, respondendo por 13% das vendas totais de groceries nos quatro últimos meses, o maior nível desde julho de 2021. Mais de 18 milhões de pedidos já foram registrados nesse período.

Ocado segue como fast-growing entre redes, com crescimento de 15,1% nas vendas nos 12 semanas até 22 de fevereiro. Lidl teve alta de 10% no período, com participação de mercado de 7,8%.

Desempenho das redes de supermercados

Tesco aumentou suas vendas em 4,5%, elevando participação de mercado para 28,5%. Sainsbury’s subiu 5,2% e ficou com 16,1% do mercado. Waitrose registrou crescimento de 5,6%, atingindo participação de 4,8%, o maior desde 2021.

Asda apresentou queda anual de 2,6% nas vendas, enquanto Co-op caiu 1,6%. A leitura geral indica que, diante de pressões externas e antecedentes de inflação, o cenário de consumo permanece desafiador, com respostas de preço e demanda variando entre redes.

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