- O Ibovespa caiu mais de 3% na terça-feira, com aversão a risco impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio; intraday chegou a 180.518,33 pontos, menor desde 5 de fevereiro, e fechou em 182.763,31 pontos, queda de 3,46%.
- O petróleo avançou 4,7% no dia, acompanhando o recuo das bolsas.
- Os índices dos Estados Unidos também recuaram, com temores sobre a duração do conflito no Oriente Médio.
- O Iraque reduziu a produção de petróleo em quase 1,5 milhão de barris por dia, sinalizando cortes adicionais conforme a crise aperta a logística de exportação.
- O dólar à vista fechou em 5,2639 reais, alta de 1,91%, provocando alta ante o real e atingindo patamar próximo de 5,35 reais no intraday, maior avanço diário desde 2 de dezembro do ano passado.
O Ibovespa fechou em queda acentuada na terça-feira (03), diante da escalada do conflito no Oriente Médio. O movimento de aversão a risco atingiu o mercado brasileiro, que vinha registrando bom desempenho antes da eclosão de tensões regionais.
A cotação intradia chegou a cair 4,64%, aos 180.518,33 pontos, menor patamar desde 5 de fevereiro. No fechamento, o índice recuou 3,46%, aos 182.763,31 pontos. O petróleo avançou 4,7% no dia.
O cenário internacional elevou a cautela entre investidores, com impactos também em ações de EUA, que fecharam em queda, ainda que bem acima dos menores da sessão. O aumento da tensão geopolítica alimentou receios sobre o fornecimento de commodities.
Dólar
Após abrir próximo de R$ 5,35, o dólar operou em alta expressiva frente ao real. O câmbio à vista fechou em alta de 1,91%, aos R$ 5,2639, atingindo pico intradiário de R$ 5,3444 por volta das 12h20.
O movimento do dólar refletiu a força da moeda norte-americana frente outras divisas de emergentes, com o real acompanhando a piora global do humor financeiro. Em 2026, o dólar acumula queda de 4,10% até o momento.
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