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Custos de empréstimos no Reino Unido sobem com temor ao crescimento devido ao Irã

Custos de empréstimos britânicos sobem pela segunda sessão, com conflito no Médio Oriente elevando inflação e atrasando cortes de juros do Banco da Inglaterra

A fire in the UAE’s Fujairah oil terminal after the interception of a drone attack. Conflict in the Middle East is unsettling investors and prices.
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  • Os custos de empréstimo do Reino Unido subiram pelo segundo dia, com os rendimentos dos gilts de dois anos chegando a subir até 16 pontos-base, chegando a 3,8% e encerrando com alta perto disso.
  • O Brent chegou a passar de 83 dólares o barril, impulsionado pelo temor de que o conflito no Irã eleve preços de energia.
  • Analistas dizem que o aumento de custos com energia pode levar à inflação mais alta, o que atrasaria cortes de juros pelo Banco da Inglaterra.
  • A probabilidade de cortes de juros na próxima reunião do banco, em 19 de março, caiu de 80% para 30%.
  • O governo pretende emitir 252,1 bilhões de libras em títulos públicos na fabricação 2026-27, ante a previsão de 245 bilhões em pesquisa recente.

O custo de empréstimos do Reino Unido voltou a subir nesta terça-feira, em meio a temores de que o conflito envolvendo o Irã possa frear o crescimento das grandes economias. Investidores avaliam o impacto de possível alta de preços de energia sobre a inflação e sobre o ritmo de cortes de juros.

Ações do mercado financeiro indicam aceleração de pressões inflacionárias, caso os preços do petróleo e do gás permaneçam elevados. Analistas destacam que isso pode atrasar decisões de ajuste monetário, mantendo as taxas mais altas por mais tempo.

Brent chegou a superar US$ 83 por barril, ante cerca de US$ 60 no fim de 2023. O governo esperava que a queda da inflação e a trajetória do déficit público contribuíssem para reduzir o custo da dívida, mas o cenário atual obscurece esse impulso.

Desempenho de mercado e impactos na política

Rendimentos de gilts de dois anos subiram até 16 pontos-base, fechando perto de 3,8% em etapa do dia, com parte da elevação recuando ao final, ainda acima do dia anterior. Economistas divergem sobre a magnitude do efeito fiscal.

Especialistas destacam que o Banco da Inglaterra tende a ser mais sensível ao impacto da crise energética na inflação do que pares de outras nações. A taxa atual permanece em 3,75%, após decisão anterior da autoridade monetária.

Perspectivas e desdobramentos

O Office for Budget Responsibility revisou para baixo, anteriormente, as projeções de custos de empréstimos para os próximos cinco anos, refletindo melhores condições fiscais. Contudo, os recentes aumentos de preços de energia questionam esse alinhamento.

Analistas ressaltam que o mercado já precifica o pior cenário de uma possível guerra prolongada no Oriente Médio e choque inflacionário de energia. Economistas ressaltam a incerteza sobre a trajetória da inflação nas próximas semanas.

O Reino Unido planeja emitir aproximadamente £252,1 bilhões em gilts no ano fiscal 2026-27, conforme o Debt Management Office. O montante fica acima da mediana de projeções de dealers primários, de £245 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

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