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Conflito no Oriente Médio afeta dólar, petróleo e cortes de juros no Brasil

Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e dólar, pressionando inflação brasileira e potencialmente limitando a intensidade e a duração dos cortes de juros

Terceiro dia de confrontos no Oriente Médio — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • A escalada do conflito no Oriente Médio pressiona petróleo e dólar, o que pode influenciar as projeções de inflação e as decisões do Banco Central.
  • O petróleo operou acima de US$ 82 por barril neste início de semana, com o Irã fechando o Estreito de Ormuz, o que pode elevar preços nos próximos meses.
  • O dólar subiu 0,6% para cerca de R$ 5,16 e continua em alta, ampliando custos de importados.
  • Com petróleo e dólar mais caros, aumenta a expectativa de alta nos preços de combustíveis e energia, o que pode limitar o ritmo de cortes de juros no Brasil.
  • O Copom analisa as projeções de inflação para os próximos anos; os impactos da crise externa podem moldar o caminho da política monetária.

O aumento da tensão no Oriente Médio com ataques de EUA e Israel ao Irã elevou a pressão sobre o petróleo e o dólar no Brasil. A guerra, que se espalha para países vizinhos, chegou aos mercados financeiros e pode influenciar decisões sobre juros.

O petróleo passou de US$ 82 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025, após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Analistas veem possibilidade de alta contínua nos preços nos próximos meses, dependendo da evoluções do conflito.

O dólar subiu 0,6% nesta segunda-feira e manteve-se em avanço nesta terça, chegando a cerca de R$ 5,16. A valorização da moeda eleva o custo de produtos e insumos importados, pressionando a inflação.

Com o petróleo e o dólar mais caros, projeta-se alta nos preços de combustíveis e energia, o que pode impactar transporte, indústria e agronegócio. Esses efeitos se refletem de forma indireta na atividade econômica.

Cenário para a política monetária

Economistas apontam que a mudança de preços relativos pode influenciar as projeções de inflação para este ano e para os próximos anos. O Copom analisa o cenário à frente, já que os impactos costumam demorar de seis a 18 meses para ocorrer.

Segundo Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa, o conflito não deve alterar o plano de iniciar cortes de juros na reunião de março. Caso a crise se prolongue, os ajustes no dólar e no petróleo podem reduzir a intensidade do ciclo de flexibilização. A curva de juros já reflete esse cenário com maior prêmio na parte intermediária.

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