- Na semana que terminou em 1º de março, as apostas de geopolítica na Polymarket somaram US$ 425,4 milhões, ante US$ 163,9 milhões na semana anterior.
- O volume total do site atingiu US$ 2,4 bilhões, acima dos US$ 1,8 bilhão da semana anterior.
- Geopolítica representou cerca de 18% das apostas, versus 9% na semana anterior.
- Nove dos dez mercados geopolíticos mais negociados estavam ligados ao Irã, com contratos sobre ataques dos EUA ao país registrando volumes entre US$ 53 milhões e US$ 8 milhões.
- Um contrato sobre se o aiatolá Ali Khamenei deixaria o cargo atraiu US$ 84 milhões; o aiatolá foi morto no fim de semana. Reguladores dos EUA discutem medidas; a Comissão de Valores (CFTC) proíbe contratos ligados a guerra e assassinato, Polymarket opera fora de supervisão local, e a Kalshi tem regras próprias. Congressistas democratas enviaram carta pedindo restrição até 9 de março.
A Polymarket registrou um recorde semanal de apostas ligadas a conflitos geopolíticos, com US$ 425,4 milhões investidos até o dia 1º de março. Os traders aguardaram desdobramentos dos ataques entre EUA e Israel contra o Irã, além de sinais sobre o impacto regulatório nos EUA. O total no site atingiu US$ 2,4 bilhões, ante US$ 1,8 bilhão na semana anterior. A febre de previsões se ampliou com novas contas suspeitas analisadas por pesquisadores de blockchain.
Os contratos mais negociados apontaram para ataques, decisões políticas e possíveis mudanças de liderança no Irã, incluindo o futuro do líder supremo. Dados de blockchain indicam padrões de negociação compatíveis com conhecimento prévio de eventos, após bombas caírem sobre o Irã no fim de semana. A discussão pública sobre legalidade de apostas em guerras ganhou força.
Nove dos dez mercados geopolíticos mais ativos tratavam do Irã, com volumes entre US$ 53 milhões e US$ 8 milhões por contrato. Um dos mais movimentados apostava se o aiatolá Ali Khamenei deixaria o cargo até 28 de fevereiro; o tema teve US$ 84 milhões de volume, totalizando US$ 104 milhões para o período.
Regulação e plataformas
A Polymarket opera fora dos EUA, com regras não supervisionadas pelos reguladores locais, o que preocupa legisladores. A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities proíbe contratos sobre assassinatos, terrorismo ou guerra, tema relevante para plataformas offshore. A Kalshi, registrada pela CFTC, também oferta mercados, mas com regras mais restritivas.
Legisladores democratas enviaram pedidos à CFTC para restringir contratos ligados a guerras e assassinatos, com prazo de resposta até 9 de março. Em paralelo, a Kalshi mantém mercados sobre o Irã, porém sob menor volume semanal devido às regras da agência reguladora.
As autoridades e as plataformas continuam analisando impactos regulatórios e éticos, enquanto o mercado de previsão cresce como ferramenta de leilão de eventos globais, ainda que sob escrutínio de governos e reguladores.
Entre na conversa da comunidade