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Apostas lucraram bilhões com ataque dos EUA e Israel ao Irã, diz relatório

Apostas sobre ataque ao Irã renderam 1,7 bilhão de reais a 12 contas suspeitas no Polymarket, plataforma com transações registradas na blockchain

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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  • internautas que usam a plataforma Polymarket teriam lucrado com o ataque dos EUA e de Israel contra o Irã no último sábado, segundo o Financial Times.
  • o FT aponta um rendimento de cerca de 1,7 bilhão de reais para 12 contas suspeitas, após aproximadamente 348 mil reais terem sido apostados na possibilidade de ataque ao Irã, metade nos seis horas que antecederam a ofensiva.
  • das 13 carteiras identificadas pelo jornal, 12 abriram as contas dias antes do bombardeio; as transações e a distribuição dos ganhos ficam registradas na blockchain, mecanismo que não depende de bancos.
  • o Polymarket funciona como bolsa de previsões, onde usuários apostam sobre resultados futuros em áreas como política e esportes.
  • o deputado Mike Levin, dos Estados Unidos, questionou ligações entre o uso da plataforma por familiares de ex-ocupantes do cargo e investigações sobre o Polymarket que teriam sido arquivadas após a posse de Trump.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último sábado 28 gerou lucro para apostas feitas em Polymarket. Segundo o Financial Times, 12 contas suspeitas registraram ganhos, somando cerca de 1,7 bilhão de reais.

O Polymarket é uma plataforma de previsões em que usuários apostam no resultado de eventos futuros. A aposta estimada foi de aproximadamente 348 mil reais sobre um ataque ao Irã, com metade do aporte ocorrendo nas seis horas anteriores à ofensiva.

A plataforma registra todas as transações na blockchain, o que torna o processo auditável e não depende de bancos ou cartórios para validação. O relatório aponta que 12 das 13 carteiras identificadas abriram contas dias antes do bombardeio.

Entre os dados apontados, o jornal cita que a apostas foram feitas pouco antes da ofensiva, sugerindo possível uso de informações privilegiadas. A Unusual Whales, fornecedora de dados, declarou questionar o comportamento de grandes aportes em temas sensíveis.

Ainda conforme o FT, 12 contas surgiram pouco antes do ataque, com várias apostas concentradas em um único evento. A auditoria envolveu uma parceria com a plataforma para mapear as carteiras envolvidas.

O caso também ganhou atenção política, com lembrança de que Trump Jr. integra o conselho consultivo do Polymarket e que a plataforma recebeu investimentos de sua empresa. Autoridades americanas investigaram o Polymarket, segundo o relatório, mas as apurações teriam sido arquivadas após a assunção de Trump.

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