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Ações caem no pré-mercado com ampliação do conflito

Mercado precifica escalada de tensões no Oriente Médio, com petróleo em alta e bolsas em queda; PIB brasileiro é analisado diante expectativa de crescimento fraco

Prédio danificado por ataques de EUA e Israel em Teerã (Foto: Majid Asgaripour / Wana Via Reuters)
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  • O mercado precifica tensão maior no Oriente Médio, com ataques de Israel a bases do Hezbollah no Líbano e ataques do Irã à Arábia Saudita e à região.
  • O petróleo sobe 6,3%, com Brent em US$ 82,67 o barril; índices americanos no pré-mercado operam em queda (S&P 500 -1,9%, Nasdaq -2,4%).
  • O ouro recua 1,5%, cotado a US$ 5.250 a onça, conforme investidores avaliam impactos de um conflito prolongado no abastecimento de petróleo.
  • No Brasil, o IBGE divulga o PIB do quarto trimestre, com expectativa de crescimento de 0,1% frente ao trimestre anterior e 1,8% ante o mesmo período de 2024; o Caged de janeiro aponta expectativa de 90 mil vagas líquidas.
  • O ambiente interno e externo deve permanecer volátil, com sinais de que a política monetária restrita tem efeito sobre a economia, mesmo diante de inflação que ainda não desacelerou de forma consistente.

Ações já sofrem reação negativa no pré-mercado diante da intensificação do conflito no Oriente Médio. Ataques de Israel a bases do Hezbollah no Líbano e ações do Irã contra a Arábia Saudita elevam a tensão geopolítica e a percepção de risco.

O petróleo segue em alta, com o Brent em US$ 82,67 o barril, alta de cerca de 6,3%. Complementam o cenário os futuros dos principais índices norte-americanos, que registram quedas: S&P 500 recua aproximadamente 1,9% e Nasdaq cai em torno de 2,4%.

Enquanto isso, o ouro opera em baixa de aproximadamente 1,5%, cotado a US$ 5.250 a onça. Analistas atribuem o recuo ao ajuste de carteiras diante de impactos potenciais de um conflito prolongado sobre o abastecimento de petróleo.

Economistas avaliam que uma escalada prolongada pode pressionar a inflação na zona do euro e frear o crescimento, segundo entrevista do economista-chefe do BCE, Philip Lane, ao Financial Times. Lane aponta possibilidade de inflação ligada a energia subir no curto prazo.

No Brasil, o IBGE divulga o PIB do quarto trimestre nesta manhã, com expectativa de estagnação ou expansão muito limitada. A mediana das projeções aponta crescimento de 0,1% entre outubro e dezembro de 2025, frente ao 4T24.

À tarde, o Ministério do Trabalho publica o Caged de janeiro, com expectativa de 90 mil contratações líquidas. Em dezembro, houve 618 mil dispensas líquidas.

Se confirmado, o fraco resultado do PIB deve pesar sobre o desempenho dos ativos locais, em um ambiente de inflação resistente e juros elevados que ainda não mostram queda generalizada.

Tanto no cenário interno quanto no internacional, a tendência é de dia volátil para o mercado. Na segunda-feira, o Ibovespa abriu em baixa, mas fechou praticamente estável, diante da incerteza sobre a duração do conflito.

Entre os dados de referência, o Brasil apresenta inflação medida pela Fipe de fevereiro em 0,25% (valor observado). A inflação é relevante para entender pressões sobre política monetária e juros no front doméstico.

O indicador do PIB do quarto trimestre aponta expectativa de ganho de 0,1% frente ao trimestre anterior, mantendo a trajetória recente de baixa dinamização da atividade. Já o PIB anual projetado fica em 1,8%.

No agregado, o mercado acompanha ainda o avanço do Caged, com expectativa de 90 mil vagas líquidas em janeiro, contrastando com o resultado anterior de -618 mil.

Estados Unidos não divulgam indicadores relevantes neste período, o que mantém o foco dos investidores em fatores externos e na percepção de risco global.

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