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Petrolíferas sobem na B3 com alta do petróleo

Brent perto de US$ 79 com interrupção no Estreito de Ormuz eleva Petrobras e Brava; analistas apontam alavancagem no petróleo

Painéis eletrônicos na B3
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  • Ações de petrolíferas avançam na B3 após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã; o Brent subiu para US$ 79,14, com alta de 8,6% no dia.
  • O peso geopolítico aumenta com o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem de mais de 20% do petróleo global, elevando custos de frete e seguro.
  • Petrobras e Brava Energia aparecem com alavancagem ao petróleo, segundo analistas; Brava tem hedge mais limitado, Petrobras também depende de integração de refino.
  • Desempenho intraday: Petrobras PN sobe 4,65%, Petrobras ON sobe 4,47%, Prio avança 5,47%, Brava 3,76% e PetroReconcavo 3,41%.
  • Analistas destacam que a duração e intensidade do conflito determinam o quanto os preços do petróleo podem subir no curto prazo.

Ações de petrolíferas avançaram na B3 nesta segunda-feira após ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã elevarem o preço do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorreu no mesmo dia em que o Brent registrou alta expressiva.

O barril Brent operava em torno de 79 dólares, com ganho de cerca de 8,6% na sessão. Analistas destacaram que o risco geopolítico aumenta custos de seguro e frete, elevando o prêmio de risco cobrado pelo petróleo.

O contexto envolve a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, passagem estratégica que corta mais de 20% do petróleo mundial. As autoridades monitoram desdobramentos para avaliar impactos sobre cadeias globais de suprimento.

Desempenho das empresas na B3

Petrobras e Brava mostraram valorização expressiva. Às 11h10, Petrobras PN subia mais de 4%, e Petrobras ON avançava próximo de 4,5%. Prio registrava alta superior a 5%.

A Brava apresentava ganho de cerca de 3,8%, enquanto PetroReconcavo registrava valorização de pouco mais de 3%. Asdaq de outras petrolíferas também reagiam ao cenário.

Análise de observadores

Grupo de analistas do BTG Pactual apontou que a duração do conflito será determinante para a magnitude dos efeitos. Discorrem sobre impactos potenciais em fluxos globais de comércio e riscos para infraestrutura de energia.

Entre as recomendações, Prio aparece como exposição favorável a preços mais altos, por ter menor proteção via hedge e maior envolvimento com produção de óleo.

Perspectivas de mercado

Bradesco BBI e Ágora Investimentos ressaltaram incerteza quanto à duração e intensidade do conflito. Caso Ormuz permaneça parcialmente comprometido, há espaço para petróleo mais alto no curto prazo.

Para Petrobras, Prio e PetroReconcavo, a alta tende a ser capturada em maior intensidade pela proximidade com o preço à vista, com menor hedge. Brava deve ter efeito mais moderado.

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