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Petróleo sobe, bolsas caem: primeiros impactos da guerra no Irã

Petróleo dispara e bolsas caem ante risco geopolítico no Oriente Médio e possível interrupção no Estreito de Ormuz

Uma escola feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã, bombardeada por Israel e EUA em 28 de fevereiro de 2026. Foto: ALI NAJAFI / ISNA / AFP
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  • Petróleo em alta e bolsas em queda nesta segunda-feira, refletindo o conflito no Oriente Médio entre EUA/Israel e Irã.
  • Brent chegou a 79,95 dólares e o WTI a 73,04 dólares, com ambos subindo após o ataque que matou o guia supremo iraniano e outros dirigentes.
  • O peso do conflito recai sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que passa quase 20% do petróleo mundial, elevando o risco geopolítico.
  • O preço do gás na Europa disparou mais de 20%, com o contrato TTF holandês chegando a 38.885 euros, após a suspensão de passagem pelo estreito.
  • A Opep+ aumentou, no total, 206 mil barris por dia na produção de petróleo para abril, em resposta ao cenário de abastecimento regional.

O conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, fez as bolsas operarem em queda nesta segunda-feira. A reação veio após o agravamento do embate e a resposta de Teerã.

Os preços do petróleo avançaram rapidamente. O Brent chegou a subir quase 14% e o WTI, 12% na abertura dos mercados, com o cenário regional elevando o risco de fornecimento via Estreito de Ormuz.

O Brent operava às 8h15 GMT em alta de 9,7%, a 79,95 dólares por barril, enquanto o WTI atingia 73,04 dólares, alta de 9%. O gás natural europeu também subiu, beneficiando-se do risco geopolítico.

Às 8h00 GMT, o contrato futuro do TTF holandês já crescia mais de 20%, após alta de 22% para 38.885 euros. A instabilidade geopolítica pressionou custos de energia na Europa.

Quase todas as bolsas asiáticas fecharam em queda, com Tóquio em -1,4% e Hong Kong em -2,1%. Xangai, porém, fechou com ganho modesto de 0,5%. Na Europa, o início de pregões mostrou quedas em Paris, Frankfurt, Milão, Londres e Madri.

O setor aéreo e de turismo foi o mais afetado entre as ações. Companhias japonesas caíram além de 5%, enquanto AirFrance-KLM recuou 7,24% e Lufthansa caiu 5,77%. Em contrapartida, empresas de energia registraram fortes ganhos.

Na abertura, Shell avançou 5,32%, BP subiu 4,70%, Repsol ganhou 4,29% e TotalEnergies, 3,97%. A Organização Marítima Internacional pediu cautela aos navegadores para evitar a região do Golfo.

Especialistas destacam que, mesmo com reservas de petróleo, a possibilidade de interrupção prolongada no Ormuz pode sustentar elevações de preço acima de 100 dólares o barril. Economistas apontam impactos inflacionários potenciais.

Os contratos de petróleo responderam ainda à decisão da Opep+ de aumentar a produção em 206 mil barris por dia para abril, buscando atenuar a alta de preços diante do risco geopolítico.

O ouro operava em alta, com reflexo da busca por ativos de proteção. O dólar também valorizou ante diversas moedas, segundo analistas, em um ambiente de maior volatilidade nos mercados.

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