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EUA não conseguem reduzir riscos dos minerais do Congo mesmo após pacto

EUA avançam na diversificação de minerais congoleses, mas conflitos, licenças contestadas e entraves regulatórios atrasam acordos

Labourers are seen at the Rubaya coltan mine, in the town of Rubaya, which is controlled by M23 rebels, in the eastern Democratic Republic of Congo March 24, 2025. REUTERS/Zohra Bensemra
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  • Os EUA avançam na estratégia de desvincular Congo de China, mas conflitos, licenças contestadas e exigências de conformidade atrasam acordos.
  • Após o pacto entre EUA e Congo, Kinshasa entregou uma lista de 44 projetos envolvendo cobre, cobalt, lítio, estanho, ouro e hidrocarbonetos.
  • Parte desses ativos está em zonas politicamente turbulentas ou com disputas de licenciamento, dificultando negócios rápidos.
  • Ações seguem lentas por disputas de propriedade e direitos, incluindo casos como Chemaf e Gecamines, além de tensão em torno do M23.
  • Regra de conduta ocidental, com due diligence e governança, desacelera investimentos frente ao ritmo já estabelecido por empresas chinesas como Zijin, que investem em infraestrutura na região.

DAKAR/KINSHASA — O governo dos EUA avança na retirada de minerais estratégicos da zona de influência chinesa no Congo, após pacto firmado entre as partes. No entanto, conflitos, licenças contestadas e exigências de conformidade atrasam acordos e ampliam a distância entre intenção e velocidade de implementação.

Fontes diplomáticas e do setor destacam que o Congo continua central na estratégia dos EUA para reduzir a dependência de Pequim no ouvido de minerais raros, como cobalto, cobre e lítio. A Kinshasa entregou, no mês passado, uma lista de 44 projetos para avaliação pela coalizão EUA-kinshasa.

A parceria visa atrair investimentos e sustentar o acordo de paz mediado pelos EUA entre Congo e Ruanda, com o governo congolês acusando o grupo M23 de apoiar rebeldes. A prática, porém, depende de avanços políticos e de segurança na região leste.

Permitting gridlock

Analistas apontam que a continuidade de disputas de direitos e a falta de transparência atrasam novas iniciativas. Manono, importante reserva de lítio, envolve disputas entre KoBold e AVZ, enquanto a China, por meio da Zijin, prepara operações na mesma área.

Conflitos políticos e dúvidas sobre títulos de propriedade dificultam venda de ativos a investidores ocidentais. A Chemaf, ligada à Gecamines, teve venda ao consórcio Virtus adiada, em parte por dívidas da empresa.

Western procedure vs Chinese pace

Officials congoleses afirmam que desejam maior atuação de parceiros norte-americanos, mas não abrem mão de controles de compliance, como auditorias anti-corrupção e rastreabilidade de cadeias produtivas. Enquanto operadores chineses avançam, firmas ocidentais enfrentam verificações mais rigorosas.

Em Manono, a Zijin avança com infraestrutura de base, enquanto KoBold tenta resolver disputas de propriedade. O tempo de aprovação de Western-backed projetos tende a ser mais lento, gerando assimetrias de ritmo entre as equipes.

Perspectivas e leitura de cenário

Especialistas destacam que a pressão dos EUA pode sinalizar ganhos de segurança, mas o efeito sobre o envio de capital depende de governança e garantias de segurança que Washington possa oferecer. Ainda não há indicação de mudança de postura nos próximos meses.

Segundo analistas, a presença chinesa já controla parte relevante do cobre-cobalto congolês, o que dificulta mudanças rápidas no cenário. O governo congolês permanece reservado quanto a comentários sobre negociações em andamento.

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