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OBR com mapas desatualizados orienta Reeves, dizem think tanks

Coalizão de think tanks pede a Rachel Reeves reformar o Office for Budget Responsibility (OBR) para ampliar investimento público no orçamento de primavera

Rachel Reeves is due to deliver her spring forecast on Tuesday and is expected to point to evidence of a nascent economic recovery.
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  • Um consórcio de thinktanks pediu a Rachel Reeves que reforme o Office for Budget Responsibility (OBR) para abrir caminho a mais investimento público, antes do orçamento de primavera.
  • O grupo reúne Progress, NEF, Common Wealth e Women’s Budget Group, que afirmam que o atual mandato do OBR gera instabilidade, subinvestimento de curto prazo e falta de foco em riscos e oportunidades de longo prazo.
  • Reeves deve, no orçamento de primavera, enfatizar o progresso da Labour na estabilidade fiscal e indicar sinais de recuperação econômica em desenvolvimento.
  • Os thinktanks argumentam que o OBR não considera adequadamente os benefícios de investimentos futuros e que seu veredito de passa/falha leva a decisões rápidas com consequências relevantes para a economia.
  • Reeves já modificou regras fiscais para ampliar o ônus de endividamento para investir e elevou impostos, mas alguns deputados do Labour divergem, enquanto ex-diretores do OBR alertaram que governos anteriores gastaram demais.

A defesa por uma reformulação do OBR ganhou força antes do anúncio da previsão de primavera de Rachel Reeves. Um grupo de thinktanks, alinhado a participantes do espectro político, pediu que a responsável pela pasta da Fazenda examine o mandato do escritório. O objetivo é abrir espaço para mais investimento público.

A coalizão inclui o Progress, grupo associado ao Laborismo de linha mais conservadora, as entidades de esquerda NEF e Common Wealth, além do Women’s Budget Group. Eles afirmam que o atual arcabouço provoca instabilidade, subinvestimento de curto prazo e pouca atenção a riscos e oportunidades de longo prazo.

A previsão de Reeves está marcada para esta terça-feira. A expectativa é de que o governo mostre avanços na estabilidade fiscal e indique sinais de recuperação econômica em ascensão. O debate sobre o papel do OBR está no centro das atenções.

Proposta de reformulação do OBR

Louisa Dollimore, da Good Growth Foundation, afirmou que o OBR atua como um motorista de Réferecia com mapas desatualizados, dificultando planejamento de longo prazo. A crítica aponta para impactos na decisão de investimento público.

Hannah Peaker, da NEF, ressaltou que a fiscalização independente das despesas é importante, mas o sistema atual tende a mudanças abruptas de políticas ante previsões incertas, o que afeta a condução da economia.

Fontes indicam que o Institute for Fiscal Studies pediu recentemente uma revisão das regras fiscais. Analistas observam que o OBR pode não mensurar plenamente os benefícios de investimentos futuros por meio de suas avaliações.

Reeves já pediu que o OBR forneça um veredito anual sobre as regras fiscais, no orçamento de outono. A coalizão defende ir além, propondo ajustes que ampliem o peso de investimentos em saúde, habitação e infraestrutura.

Adam Langleben, do Progress, disse que o OBR foi criado para uma era de austeridade. Segundo ele, é necessário reconhecer o valor de investimentos de longo prazo, para orientar decisões sem frear a ambição.

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