- Em Polymarket, as apostas sobre a data de início de uma ofensiva dos EUA contra o Irã já somam mais de 529 milhões de dólares (447,6 milhões de euros) na plataforma.
- Seis usuários teriam ganho juntos mais de 1,2 milhão de dólares ao prever os ataques israelenses contra o Irã, ocorridos na madrugada de sábado; as contas foram criadas menos de 24 horas antes das apostas.
- Uma das contas ganhou pouco mais de 60 mil dólares e faturou quase meio milhão; as contas sob suspeita são apontadas como “insiders” que teriam utilizado informação confidencial.
- Bubblemaps identificou essas contas e informou que os ganhos foram sacados sem deixar rastro na plataforma.
- A polêmica se soma a casos anteriores de mercados de previsão, incluindo acusações de vazamento ligados ao prêmio Nobel e a uso de informações privilegiadas envolvendo outras plataformas, como Kalshi.
Polymarket, uma plataforma de apostas sobre desfechos de eventos, voltou a ser tema de controvérsia após alegações de uso indevido de informações confidenciais em apostas sobre conflitos no Oriente Médio. A questão central é se houve manipulação de dados antes de ataques e decisões políticas relevantes.
Segundo relatos, seis usuários tiveram lucros combinados superiores a 1,2 milhão de dólares ao prever ataques de Israel contra o Irã no início de um sábado. As contas teriam sido criadas no dia anterior às apostas, o que levantou suspeitas de insiders. A plataforma não detalhou a origem das contas.
A empresa Bubblemaps destacou que perfis sob escrutínio teriam usado informações privilegiadas para apostar antes de os eventos ocorrerem. Um desses usuários teria investido pouco mais de 60 mil dólares e recebido quase meio milhão em ganhos. As contas envolvidas não deixaram rastros na plataforma.
Controvérsias e histórico de mercados de previsão
Não é a primeira vez que Polymarket enfrenta críticas sobre uso de informações internas. Em outubro, o Instituto Nobel abriu uma investigação sobre suspeitas de filtragem relacionada a uma decisão de prêmio. A ONG apontou que uma aposta ocorreu pouco antes do anúncio oficial.
Autoridades de Israel também já acusaram indivíduos de operar com informações confidenciais em mercados de previsão. Um reservista e um civil teriam usado dados não públicos para apostar em operações militares ainda não realizadas, segundo comunicados oficiais. Cargos incluem violação de segurança nacional, corrupção e obstrução de justiça.
A plataforma sustenta que mercados de previsão ajudam a revelar “sabedoria coletiva” para prever grandes eventos. Em resposta a críticas, Kalshi, concorrente, anunciou que não aceitará apostas ligadas à morte de pessoas. Polymarket reiterou que seus objetivos são oferecer previsões precisas e imparciais.
Além disso, o conjunto de acontecimentos recentes envolve apostas sobre datas de ações militares, desfechos de guerras e mudanças de liderança, com usuários buscando lucros a partir de informações ainda não verificadas publicamente. A tendência alimenta debates sobre ética e confiabilidade desses mercados.
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