- Governo aumentou o imposto de importação para mais de mil produtos, incluindo celulares, para tornar itens estrangeiros mais caros e fortalecer a indústria nacional.
- A alta pode chegar a até 7,2 pontos percentuais; smartphones produzidos no Brasil não são atingidos pela medida e respondem por cerca de 95% das vendas locais em 2025.
- Samsung, Motorola e Apple já montam celulares no Brasil; as peças vêm de outros países e são montadas localmente, com a Apple atuando por meio da Foxconn no interior de São Paulo.
- Marcas sem produção local, como a Xiaomi, podem enfrentar maior impacto; o governo afirma tarifa zero para componentes usados pela indústria que não tenham similar nacional.
- O efeito final no preço ao consumidor depende de margens do importador, logística, tributos internos e composição de custos, mesmo com a elevação de tarifas.
O governo brasileiro aumentou, no início de fevereiro, o imposto de importação para mais de mil produtos, incluindo celulares, com o objetivo de reduzir a vantagem de itens estrangeiros e estimular a produção nacional.
A medida promete elevar a cobrança em até 7,2 pontos percentuais para alguns itens. O objetivo é reequilibrar preços entre produtos importados e nacionais e incentivar a indústria local.
O governo afirma que smartphones fabricados no Brasil não serão atingidos pela alta, pois representam 95% das vendas no país. A tarifa zerada vale apenas para componentes não produzidos no Brasil.
A Motorola, Samsung e Apple já operam montagem de celulares no país, o que reduz o impacto direto sobre estes aparelhos, segundo especialistas. A Apple utiliza a Foxconn para montagem no interior de São Paulo.
A decisão pode afetar marcas que não produzem no Brasil, como a Xiaomi, que ainda não monta seus aparelhos no país. O governo recebeu assuntos para esclarecimentos das fabricantes.
Segundo especialistas, consumidores ainda costumam optar por modelos importados por custo-benefício, mesmo com impostos mais altos, o que pode manter a pressão sobre os preços internos.
O governo projeta arrecadar cerca de R$ 14 bilhões a mais neste ano com a elevação de tarifas sobre os produtos afetados, conforme nota técnica do Ministério da Fazenda.
Produtos afetados
- Telefones inteligentes (smartphones)
- Componentes e maquinários de uso industrial
- Máquinas e aparelhos para indústria têxtil e de panificação
- Equipamentos de diagnóstico médico e laboratorial
- Impressoras, câmeras e dispositivos eletrônicos montados
- Tratores, robôs industriais e maquinas de embalagem
- Navios, plataformas e embarcações de exploração
- Máquinas de fiação, corte de cabelo e outros devices tecnológicos
- Placas e circuitos impressos montados
- Equipamentos de uso em laboratórios e laboratórios de pesquisa
A medida será acompanhada de perto por empresários e consumidores, que buscam entender o impacto real sobre preços ao consumidor final e sobre a cadeia produtiva nacional.
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