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Imposto maior sobre celulares importados deve impactar pouco o preço no Brasil

Imposto de importação aumenta para mais de mil itens, incluindo celulares; smartphones produzidos no Brasil devem manter preço estável pela produção local dominante

iPhone Pro 17 Pro e iPhone Air — Foto: Godofredo A. Vásquez/AP
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  • Governo aumentou o imposto de importação para mais de mil produtos, incluindo celulares, para tornar itens estrangeiros mais caros e fortalecer a indústria nacional.
  • A alta pode chegar a até 7,2 pontos percentuais; smartphones produzidos no Brasil não são atingidos pela medida e respondem por cerca de 95% das vendas locais em 2025.
  • Samsung, Motorola e Apple já montam celulares no Brasil; as peças vêm de outros países e são montadas localmente, com a Apple atuando por meio da Foxconn no interior de São Paulo.
  • Marcas sem produção local, como a Xiaomi, podem enfrentar maior impacto; o governo afirma tarifa zero para componentes usados pela indústria que não tenham similar nacional.
  • O efeito final no preço ao consumidor depende de margens do importador, logística, tributos internos e composição de custos, mesmo com a elevação de tarifas.

O governo brasileiro aumentou, no início de fevereiro, o imposto de importação para mais de mil produtos, incluindo celulares, com o objetivo de reduzir a vantagem de itens estrangeiros e estimular a produção nacional.

A medida promete elevar a cobrança em até 7,2 pontos percentuais para alguns itens. O objetivo é reequilibrar preços entre produtos importados e nacionais e incentivar a indústria local.

O governo afirma que smartphones fabricados no Brasil não serão atingidos pela alta, pois representam 95% das vendas no país. A tarifa zerada vale apenas para componentes não produzidos no Brasil.

A Motorola, Samsung e Apple já operam montagem de celulares no país, o que reduz o impacto direto sobre estes aparelhos, segundo especialistas. A Apple utiliza a Foxconn para montagem no interior de São Paulo.

A decisão pode afetar marcas que não produzem no Brasil, como a Xiaomi, que ainda não monta seus aparelhos no país. O governo recebeu assuntos para esclarecimentos das fabricantes.

Segundo especialistas, consumidores ainda costumam optar por modelos importados por custo-benefício, mesmo com impostos mais altos, o que pode manter a pressão sobre os preços internos.

O governo projeta arrecadar cerca de R$ 14 bilhões a mais neste ano com a elevação de tarifas sobre os produtos afetados, conforme nota técnica do Ministério da Fazenda.

Produtos afetados

  • Telefones inteligentes (smartphones)
  • Componentes e maquinários de uso industrial
  • Máquinas e aparelhos para indústria têxtil e de panificação
  • Equipamentos de diagnóstico médico e laboratorial
  • Impressoras, câmeras e dispositivos eletrônicos montados
  • Tratores, robôs industriais e maquinas de embalagem
  • Navios, plataformas e embarcações de exploração
  • Máquinas de fiação, corte de cabelo e outros devices tecnológicos
  • Placas e circuitos impressos montados
  • Equipamentos de uso em laboratórios e laboratórios de pesquisa

A medida será acompanhada de perto por empresários e consumidores, que buscam entender o impacto real sobre preços ao consumidor final e sobre a cadeia produtiva nacional.

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