- As tarifas entraram em vigor nesta terça-feira com alíquota de 10%, diferente do 15% divulgado anteriormente pelo presidente Donald Trump.
- A decisão ocorre após a Suprema Corte ter considerado inconstitucional a base legal para as tarifas sob uma lei de emergência de 1977, o que levou o governo a reduzir o percentual.
- Trump afirmou que pode haver aumento para 15% no futuro, mas a aplicação atual permanece em 10%.
- No pré-mercado, contratos futuros dos principais índices americanos sobem, enquanto mercados na Europa recuam por incerteza sobre as tarifas; o ETF EWZ também registra movimentação.
- Indicadores: o Brasil espera investimento estrangeiro direto de US$ 7,0 bilhões em janeiro; saldo em transações correntes de janeiro deve ficar em −US$ 6,60 bilhões; confiança do consumidor FGV em fevereiro é indicada como ND; nos EUA, confiança do consumidor CB em fevereiro vale 87,4.
Na noite de segunda-feira (23), o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que as tarifas comerciais que entraram em vigor nesta terça-feira (24) serão de 10%, e não de 15%, conforme anunciado anteriormente. A mudança ocorreu após decisão judicial sobre a base legal das novas cobranças.
O Supremo Tribunal dos EUA havia considerado inconstitucional o uso de uma lei de emergência de 1977 para justificar as tarifas. A ausência de fundamentação levou o governo a ajustar a alíquota para 10%. Trump havia dito que usaria outros mecanismos para manter tarifas.
No fim de semana, o presidente havia sinalizado 15% em meio a incertezas legais. A medida deste terça-feira preservou o patamar de 10%, segundo o CBP, sem explicações adicionais sobre a mudança de estratégia. Investidores seguiram atentos aos desdobramentos.
Segundo a Reuters, a comunicação do CBP não explicou o motivo da manutenção de 10% diante do anúncio de 15%. O Financial Times citou um funcionário não identificado da Casa Branca que indicou possibilidade de aumento para 15% no futuro.
A expectativa de mercados é de discurso de Trump sobre o Estado da União nesta terça-feira, que pode trazer novas sinalizações sobre política comercial. Profissionais de mercado acompanham as falas para entender o ritmo de eventuais mudanças.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices norte-americanos mostram leve alta no pré-mercado. O ETF EWZ, que acompanha o mercado brasileiro, também opera com leve melhora em Nova York. Na Europa, há cautela e quedas moderadas, diante da incerteza sobre tarifas.
Indicadores
Brasil: Investimento estrangeiro direto (jan) esperado +US$ 7,00 bilhões; saldo em transações correntes (jan) esperado −US$ 6,60 bilhões. Confiança do consumidor FGV (fev) permanece em ND, com leitura anterior de 87,3.
Estados Unidos: Confiança do consumidor CB (fev) esperada em 87,4; leitura anterior em 84,5. Discurso de Donald Trump no foco de atenções, com possível impacto sobre sinalizações de política tarifária.
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