- O governo dos Estados Unidos colocou em prática uma tarifa global adicional de 10% sobre artigos importados de todos os países, válida por 150 dias a partir de terça-feira.
- A cobrança é aplicada sob a seção 122 da Lei de Comércio de 1974, sem aprovação do Congresso, e soma-se às tarifas da nação mais favorecida.
- A determinação veio após o presidente Donald Trump ser derrotado pelo Supremo Tribunal na sexta-feira, que declarou ilegais várias tarifas anteriormente impostas.
- Trump havia anunciado a elevação para 15% no fim de semana, mas a tarifa de 15% ainda não foi implementada.
- O anúncio gerou incerteza para empresas britânicas que exportam para os EUA, principalmente em relação a preços e margens nos próximos meses.
Donald Trump colocou em vigor tarifas globais de 10% sobre importações, válidas por 150 dias, a partir de terça-feira. A medida foi anunciada após a Suprema Corte dos EUA derrubar grande parte de tarifas controversas do governo anterior.
A tarifa de 10% é aplicada sem a aprovação do Congresso e se soma aos direitos de nação mais favorecida. A cobrança de 15% anunciada pelo presidente no sábado ainda não foi implementada, mas pode entrar em vigor a qualquer momento.
Contexto legal e efeito prático
A administração argumenta que a nova seção 122 do Trade Act de 1974 autoriza o imposto, embora o tribunal tenha considerado ilegais várias tarifas anteriores.
Segundo o aviso da agência de Alfândega dos EUA, o tributo é aplicado a artigos importados de todos os países. A vigência é de 150 dias, salvo exceções específicas.
Impactos e percepções internacionais
Analistas ressaltam que a tarifa de 10% oferece alívio parcial, mas dificulta o planejamento de negócios. A incerteza persiste sobre a eventual majoração para 15%.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o cenário pode gerar desafios de precificação e margens para exportadores, principalmente no curto prazo.
Perspectivas e próximos passos
Um economista da Berenberg aponta que as novas tarifas podem enfrentar ações legais adicionais, dependendo do equilíbrio de pagamentos dos EUA.
Mesmo com a possibilidade de manter as tarifas por 150 dias, há expectativa de que o governo explore alternativas para alinhar a política de tarifas ao seu objetivo, caso o Congresso não vote pela extensão.
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