- O Ibovespa fechou em 191.495,56 pontos, alta de 1,40%, acima de 191 mil pontos pela primeira vez; a sessão ainda teve máxima de 191.780,77 pontos e mínima de 188.854,45.
- O volume financeiro somou cerca de R$ 28,7 bilhões no pregão.
- O avanço foi puxado pelas blue chips, com fluxo estrangeiro sustentando o movimento de valorização no início do ano.
- O dólar fechou em baixa de 0,27%, a R$ 5,15, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, com queda mensal de 6,07%.
- Nos Estados Unidos, foi anunciada tarifa adicional de 10% sobre produtos não cobertos por isenções, repercutindo no cenário de negociações comerciais.
O Ibovespa renovou recordes e fechou acima dos 191 mil pontos nesta terça-feira, 24, impulsionado pelas blue chips e por fluxo estrangeiro que sustenta o movimento na bolsa de São Paulo. O índice encerrou em alta de 1,40%, aos 191.495,56 pontos, superando o fechamento anterior. Na sessão, a máxima atingiu 191.780,77 pontos e a mínima ficou em 188.854,45.
O entusiasmo de investidores estrangeiros ajudou a compressar o dólar e elevou o apetite por ativos brasileiros. O volume financeiro do pregão somou 28,7 bilhões de reais, antes dos ajustes, sinal de forte liquidez no dia.
Dólar e fluxo estrangeiro
O fluxo de capital externo continuou a puxar a queda do dólar neste pregão. A moeda encerrou em 5,15 reais, queda de 0,27% frente ao dia anterior, após ter recuado a partir de uma abertura mais alta. O movimento de queda coincidiu com o Ibovespa acima de 191 mil pontos e o real ganhou ritmo frente a pares como o peso chileno e o peso mexicano.
Especialistas creditam o recuo do dólar ao ingresso expressivo de investimentos estrangeiros no Brasil. Segundo Thiago Avallone, da Manchester Investimentos, o fluxo externo favorece o real frente ao dólar neste cenário.
Contexto internacional: tarifas dos EUA
Nesta terça, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre produtos não cobertos por isenções, conforme aviso da alfândega. A medida substitui a promessa de 15% anunciada por um governante no fim de semana, em resposta a decisões da Suprema Corte sobre tarifas anteriores. A tarifa pretende impactar acordos comerciais com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido, gerando incertezas sobre negociações futuras.
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