- Gleisi Hoffmann critica apurações da imprensa sobre impactos do fim da escala 6×1, que podem afetar inflação e desemprego.
- Estudos de confederações e consultorias apontam custo de até R$ 267 bilhões por ano para pequenas e médias empresas e aumento de 22% no custo da hora trabalhada; há risco de maior informalidade.
- Ela cita reportagem do Valor Econômico sobre demissões e inflação, dizendo que setores se apresentam como avançados, mas querem manter relações trabalhistas do passado.
- O governo diz que a legislação será adaptada a setores diferenciados, especialmente aos pequenos empreendedores, e que impactos não serão generalizados.
- O Congresso discute a proposta com forte apoio do governo; há tentativa de adiar a votação até depois das eleições, após reunião de lideranças com empresários.
Nesta terça-feira (24), Gleisi Hoffmann criticou reportagens sobre o fim da escala 6×1 na jornada de trabalho, apontando impactos na inflação e no desemprego. Estudos de confederações e consultorias indicam custos elevados para micro e pequenas empresas, além de possível aumento da informalidade.
Relatos de fontes do comércio indicam custo anual de aproximadamente R$ 267 bilhões com a mudança. A FecomercioSP aponta alta de cerca de 22% no custo da hora trabalhada. Há também dúvidas sobre efeitos setoriais na economia.
A ministra afirmou que há divergência entre o tom de veículos e a realidade econômica, destacando que impactos não seriam generalizados e que empresas teriam variações conforme o setor. Disse ainda que o governo pretende considerar as características de cada atividade.
Gleisi criticou críticas feitas por veículos, argumentando que determinados jornais distorcem dados para criar manchetes. Em posts, citou estudos do IPEA indicando que a economia aguentaria a mudança para 40 horas, similar ao que ocorreu no passado com outras reformas.
Segundo o governo, a proposta tramita no Congresso com apoio do Executivo, sendo uma prioridade do mandato de Lula. O presidente da Câmara, Hugo Motta, manifestou a intenção de levar o tema ao plenário até maio, após ouvir a sociedade.
Entretanto, há resistência interna entre PL e União Brasil para votar a matéria até as eleições de outubro, em razão de pressão de eleitores. O acordo entre Valdemar Costa Neto e Antônio Rueda ocorreu em jantar com empresários, visando conter a tramitação.
A proposta, apresentada por Erika Hilton e Reginaldo Lopes, visa alterar a Constituição para reduzir a jornada de seis para cinco dias de trabalho. O objetivo é permitir cinco dias úteis e dois de descanso, com regras diferenciadas por setor.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deverá permanecer em evidência durante o Dia do Trabalhador, com as centrais sindicais mobilizando apoio à mudança. A votação pode determinar impactos políticos e econômicos nos próximos meses.
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