- GDF reduziu de 12 para 9 imóveis o lastro para o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB; BC exige que BRB tenha R$ 3 bilhões em caixa até o próximo balanço.
- Entre os ativos retirados, ficou de fora o Parque do Guará por ser área ambiental, segundo o BC.
- Se aprovada pela CLDF, a lista de imóveis será usada para captar recursos e reforçar o caixa do BRB, em regime de urgência.
- BRB enfrenta prejuízos ligados ao escândalo do Banco Master; foram adotadas medidas como corte de custos e redução de investimentos, com investigações que resultaram na Operação Compliance Zero.
- O prejuízo envolvendo o Banco Master pode chegar a até R$ 5 bilhões; o BC aponta irregularidades estimadas em R$ 12 bilhões na aquisição de títulos podres, pressionando o BRB a aumentar seu patrimônio líquido.
O governo do Distrito Federal (GDF) atualizou o projeto de lei que orienta o plano de socorro financeiro ao BRB. Agora, em vez de 12 imóveis, o GDF propõe usar nove como lastro para um empréstimo de 6,6 bilhões de reais. A alteração visa atender exigência de capital do BRB.
Entre as mudanças, áreas como o Parque do Guará foram retiradas da lista de garantias, após críticas por proteger áreas ambientais. Segundo o governo, o BC determina que o BRB tenha 3 bilhões de reais em caixa até o próximo balanço. A proposta tramita em regime de urgência na CLDF.
Prejuízos ligados ao envolvimento com o Banco Master levaram o BRB a cortar custos, reduzir publicidade e patrocínios e reconfigurar carteiras de crédito. O objetivo é reforçar a liquidez do banco para mitigar impactos financeiros.
Contexto financeiro do BRB
O BRB atua sob supervisão do Banco Central, que aponta responsabilização por eventuais irregularidades na aquisição de títulos. Diretores indicam a necessidade de elevar o patrimônio líquido diante de operações questionadas. A administração do BRB afirma buscar medidas para normalizar a situação.
Tramitação na CLDF
A proposta está sendo discutida pela Câmara Legislativa do DF, com apoio declarado de parte dos parlamentares. Apesar da maioria do governador Ibaneis Rocha (MDB) na CLDF, o envio do projeto não é visto como tramitação simples. A decisão final depende da análise dos deputados.
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