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Anglo American registra US$ 3,7 bi de prejuízo por baixa contábil em diamantes

Prejuízo de US$ 3,7 bilhões por baixa contábil na De Beers leva Anglo American a focar em cobre e minério de ferro e acelerar venda da De Beers

Diamantes dispostos na unidade da De Beers
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  • A Anglo American registrou prejuízo de US$ 3,7 bilhões, com nova baixa contábil no negócio de diamantes, enquanto a empresa foca em cobre e minério de ferro.
  • A baixa relacionada à unidade De Beers foi de US$ 2,3 bilhões, reduzindo o valor contábil para US$ 2,3 bilhões.
  • O EBITDA atingiu US$ 6,4 bilhões; o dividendo é de US$ 0,23 por ação, cerca de US$ 200 milhões, menor que o ano anterior.
  • A empresa continua com o plano de vender ativos não essenciais, incluindo a De Beers, e mantém a fusão com a Teck Resources, anunciada em US$ 53 bilhões.
  • Há possibilidade de parceria com a Mitsubishi Corp no projeto Woodsmith, no norte da Inglaterra, para fertilizantes, com aval de ampliar opções de mercado e parcerias futuras.

A Anglo American registrou prejuízo de US$ 3,7 bilhões após mais uma baixa contábil no negócio de diamantes. A empresa anunciou a paralisação de ativos não estratégicos enquanto avança com a fusão com a Teck Resources.

A companhia reforçou o foco em cobre e minério de ferro, após encerrar ativos de níquel e carvão siderúrgico em julho. A venda da De Beers permanece no radar, como parte de uma reestruturação para reduzir o peso do diamante.

A De Beers sofreu uma terceira queda anual na produção, levando a empresa a reavaliar seu valor. A previsão de produção para 2026 também foi revisada para baixo, diante de demanda fragilizada e estoques elevados.

A Anglo American projeta manter a venda da De Beers em estágio avançado, buscando ofertas vinculativas e um parceiro, incluindo negociação com o governo de Botsuana, segundo o CEO.

Aliança com a Teck

A fusão anunciada em setembro, no valor de US$ 53 bilhões, permanece em pauta, com aprovação esperada entre setembro e março, sujeita a autorizações regulatórias da China e Coreia do Sul.

A reorganização manterá a Anglo como parte da nova entidade, que deve se tornar o quinto maior produtor mundial de cobre, com produção anual acima de 1,2 milhão de toneladas.

O cobre deve se beneficiar da demanda ligada a veículos elétricos, energia e construção, mantendo a Teck e a Anglo entre as mineradoras com carteiras reforçadas em metais estratégicos.

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