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Brasil espera Carnaval histórico com movimentação de cerca de R$ 20 bilhões

Carnaval de 2026 deve movimentar cerca de R$ 20 bilhões, impulsionando turismo e empregos e elevando a arrecadação, com risco de inadimplência

Imagem de máscaras de Carnaval
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  • A previsão é de que o Carnaval movimente cerca de R$ 20 bilhões no país em 2026, com destaque para o fevereiro, quando a economia pode faturar R$ 18,6 bilhões (alta de 10% frente a 2025).
  • O Ministério do Turismo estima 65 milhões de pessoas em todo o Brasil durante o feriado, um aumento de 22% em relação ao ano anterior; as capitais do Carnaval devem receber mais de 40 milhões de foliões.
  • Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda seguem como principais polos, com Salvador e Recife apresentando impacto mais acentuado pela dependência do turismo.
  • Os setores mais beneficiados são transporte, hospedagem, locação de veículos e alimentação; o impacto econômico pode representar entre 0,3% e 0,8% do PIB anual nas capitais mais dependentes do turismo carnavalesco.
  • O período também eleva preços de itens da folia acima da inflação: IPCA de 12 meses mostra alta de até 5,6% na cesta de Carnaval, com destaque para alimentação fora do domicílio, bebidas e fantasias.

O Carnaval de 2026 no Brasil é projetado para movimentar a economia em todo o país, com expectativa de recordes e forte participação de turistas. As estimativas apontam R$ 18,6 bilhões em fevereiro, impulsionando o turismo nacional. A melhor performance seria desde 2011, segundo a FecomercioSP.

O Ministério do Turismo aponta que o período pode reunir 65 milhões de pessoas em todos os estados. As capitais do Carnaval devem concentrar mais de 40 milhões de foliões, com Salvador, Olinda, Recife e Rio de Janeiro no grupo. O levantamento envolve dados do IBEVAR e da FIA Business School.

A análise aponta que fatores como renda elevada, mercado de trabalho aquecido e inflação em queda fortalecem o consumo no turismo. O varejo nacional deve crescer quase 5% em 2026 ante 2025, segundo o estudo conjunto.

Economia carnavalesca

Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, destaca que o cenário econômico favorece o turismo. O aumento da renda e o poder de compra fortalecem o gasto durante a folia. O efeito varia conforme a cidade e a dependência do turismo local.

Em Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Olinda o setor de serviços representa grande parte da economia local. O impacto pode oscilar entre 0,3% e 0,8% do PIB anual, conforme a cidade, com maior peso para o turismo em Salvador e Olinda.

Os setores mais impactados incluem transporte, hospedagem, locação de veículos e alimentação. Os lançamentos e eventos do Carnaval elevam o fluxo turístico antes e após o feriado, com deslocamentos entre regiões e capitais próximas.

Ressaca

Segundo o IBEVAR, sete em cada dez indicadores registraram aumento da inadimplência após o Carnaval. O uso do crédito rotativo tende a pressionar o orçamento familiar após o período de festas.

Em Salvador, a projeção indica mais de 11 milhões de foliões e 1,2 milhão de turistas entre 12 e 18 de fevereiro. A ocupação hoteleira deve superar 90%. Na Bahia, a Fecomercio estima R$ 12,4 bilhões de movimentação.

Recife prevê mais de 3,6 milhões de visitantes e R$ 2,7 bilhões em impacto financeiro. Em Olinda, espera-se superar 4 milhões de turistas. No Rio, a Riotur aponta atuação de 8 milhões de pessoas e R$ 5,7 bilhões na economia.

Em São Paulo, a prefeitura estima 16,5 milhões de foliões, com R$ 3,4 bilhões de geração de receita. A cidade terá 627 blocos, acima dos 601 de 2025, gerando empregos diretos em diversas atividades.

Folia mais cara

Os itens da folia mostram inflação acima da média. O IPCA indica alta de 5,6% na cesta de Carnaval, com itens de consumo fora do domicílio elevando custos. Alimentação, bebidas e serviços ligados ao lazer registraram elevações relevantes.

Entre os bens mais impactados estão alimentação fora do domicílio, café, lanches, vinho e sorvete. O turismo e a diversão também subiram, com aumentos em clubes, hospedagens, casas noturnas e pacotes.

Impacto na arrecadação

A temporada festiva eleva a arrecadação de impostos sobre itens típicos. Em São Paulo, bebidas e itens de fantasia aparecem entre os com maior carga tributária durante o período. A tributação elevada impacta o orçamento de famílias.

Especialistas ressaltam a necessidade de estratégias criativas para reduzir custos, como reutilizar fantasias. Em relação aos impostos sobre bebidas, a alta tem justificativas relacionadas ao controle de consumo, ainda que os motivos para outros itens não sejam tão claros.

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