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Advogada da Goldman Sachs pede demissão após aparecer em documentos do caso Epstein

Caso Epstein: consultora jurídica do Goldman Sachs deixa o banco após divulgação de vínculos com Epstein e escrutínio público

Os documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein (foto) têm assombrado poderosos ao redor do mundo. Foto: Handout / US Department of Justice / AFP
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  • Kathryn Ruemmler, advogada principal do Goldman Sachs, deixará o banco, com saída efetiva em 30 de junho, conforme anúncio do CEO David Solomon.
  • A demissão ocorreu após a divulgação de vínculos entre Ruemmler e Jeffrey Epstein, incluindo mensagens que evidenciam amizade entre as partes.
  • A atual consultora jurídica do grupo escreveu que queria evitar que a atenção da mídia sobre seu nome se tornasse distração para o Goldman Sachs.
  • Ruemmler trabalhava no banco desde 2020; a relação com Epstein já vinha sendo discutida desde a divulgação de documentos anteriores.
  • O Wall Street Journal informou que ela foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após sua detenção em julho de 2019, quando atuava na Latham & Watkins.

A principal advogada do Goldman Sachs. Kathryn Ruemmler, vai deixar o banco de Wall Street após a divulgação de vínculos próximos com Jeffrey Epstein, o falecido financista envolvido em acusações de abuso sexual de menores. A decisão foi anunciada pelo CEO David Solomon.

Ruemmler trabalhava no Goldman Sachs desde 2020. A mesma advogada já era alvo de escrutínio desde a publicação de mensagens que mostravam amizade com Epstein, mergulhando a instituição em um abalo reputacional.

O banco informou que a saída é efetiva a partir de 30 de junho. Ruemmler afirmou ao Financial Times que deixou a posição para evitar que a atenção midiática comprometa o Goldman Sachs.

Contexto do caso e desdobramentos

Segundo o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas que receberam ligações de Epstein após a detenção dele em julho de 2019, quando enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.

Antes da Goldman, a advogada integrava a Latham & Watkins, escritório com atuação em fusões, mercado de capitais e governança corporativa. Entre 2009 e 2011, atuou no Departamento de Justiça sob a gestão de Barack Obama. Mais tarde, foi conselheira jurídica na Casa Branca até 2014.

O Goldman Sachs ressaltou apoio à consultora em comunicado inicial, contudo a imprensa considerou a saída provável após novas publicações sobre o caso Epstein.

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