- O varejo brasileiro caiu 1,3% em janeiro, com desaceleração da atividade econômica; na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve retração de 5,9%.
- Apenas o segmento hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta em janeiro (1,4%).
- Entre as principais quedas, destacam-se artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%), material de construção (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,5%) e móveis e eletrodomésticos (-0,3%).
- No acumulado do ano, todos os oito segmentos apresentaram retração, com maiores quedas em combustíveis e lubrificantes (-15,1%), artigos farmacêuticos (-7,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,7%).
- Regionalmente, apenas o Amapá teve crescimento anual (2,9%); entre os estados, Rio Grande do Sul foi o mais afetado (-10,2%).
O varejo brasileiro registrou queda de 1,3% em janeiro, conforme o Índice do Varejo Stone (IVS). A leitura aponta desaceleração da atividade econômica no início do ano. Em comparação anual, as vendas recuaram 5,9%.
Segundo Guilherme Freitas, economista da Stone, há sinais de moderação mesmo com mercado de trabalho robusto. Juros elevados, crédito mais caro e endividamento alto limitam o consumo, mesmo diante de renda estável.
Desempenho mês a mês
No mês, apenas o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu, registrando 1,4% graças à deflação da alimentação no domicílio. Demais áreas registraram quedas.
Principais quedas por segmento
- Artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes: -5,6%
- Material de construção: -3,3%
- Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,9%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -1,5%
- Móveis e eletrodomésticos: -0,3%
- Tecidos, vestuário e calçados: estável
Acumulado do ano
Considerando o desempenho acumulado, todos os oito segmentos registraram retração. As maiores quedas foram em combustíveis e lubrificantes (-15,1%), artigos farmacêuticos (-7,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,7%).
Desempenho por estado
Entre estados, apenas o Amapá avançou, com crescimento de 2,9% na comparação anual. Os piores resultados ocorreram em Rio Grande do Sul (-10,2%), Amazonas (-7,3%) e Rio Grande do Norte (-7,6%).
Observações regionais
A Stone aponta que estados que haviam mostrado desempenho positivo anteriormente passaram a registrar quedas. O conjunto indica moderção da atividade varejista mesmo com resistência de renda. O estudo reforça o cenário de aperto financeiro que impacta o consumo.
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