- PF realiza nova fase da operação Barco de Papel contra fraude envolvendo Rioprevidência e Banco Master, com buscas em Balneário Camboriú e Itapema, Santa Catarina.
- Objetivo é localizar e recuperar bens e valores supostamente retirados do apartamento do principal alvo.
- Durante a ação, uma mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela e foi recuperada pelos agentes.
- Também foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones, que serão analisados.
- Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência investiu cerca de 970 milhões de reais no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central; investigações apuram gestão fraudulenta, desvios e irregularidades.
A Polícia Federal realizou nova operação para apurar suspeitas de fraude em investimentos do Rioprevidência, o fundo de aposentadorias de servidores do Rio de Janeiro, aplicado no Banco Master. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira, em Santa Catarina, nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema. O objetivo é localizar e recuperar bens que teriam sido retirados em fases anteriores da investigação.
Três fases da operação Barco de Papel já revelaram indícios de gestão fraudulenta e irregularidades na aplicação dos recursos. Nesta etapa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para investigar possível ocultação de provas e obstrução de investigações, com base na Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Durante as diligências em Balneário Camboriú, uma pessoa arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie, que foi recolhida pelos agentes. Também foram apreendidos dois veículos de luxo e dois smartphones, que passarão por análise técnica.
Desdobramentos
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria investido cerca de 970 milhões de reais em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. As apurações buscam esclarecer se houve gestão fraudulenta, desvio de recursos ou outras irregularidades nas decisões de investimento.
As ordens judiciais desta fase foram autorizadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. A PF não divulgou os nomes dos investigados nesta etapa.
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