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Golpe ao turismo coloca a economia de Cuba à beira do abismo

Medidas de Trump reduzem o petróleo que chega a Cuba, agravando apagões e a queda de turistas, ampliando o deterioro econômico

Personas intentan conseguir transporte en La Habana, el 15 de enero.
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  • Os Estados Unidos aprovaram, em janeiro, uma ordem executiva para taxar qualquer país que forneça petróleo ou combustíveis a Cuba, agravando a crise econômica da ilha.
  • A crise energética provoca apagões; a rede estatal estima que até 64 por cento da ilha fique sem luz no pico de demanda.
  • Cuba depende do turismo para gerar divisas; Canadá é a principal origem de visitantes, com 860 mil canadenses em 2024, e a Air Canada suspendeu voos até maio.
  • Em 2025, a receita turística foi de cerca de 917 milhões de dólares, com 1,9 milhão de visitantes, o menor nível em quase duas décadas fora do período pandêmico.
  • Países e voos vão se reorganizando: México mantém rotas com capacidade para reabastecer combustível; outras companhias estudam alternativas para repostar em terceiros países, enquanto Cuba perde aliados e transporta-se para menor integração energética.

O turismo em Cuba enfrenta uma crise econômica agravada pela escassez de combustível. Medidas de pressão dos EUA, anunciadas por Donald Trump, reduzem suprimentos e elevam o custo de energia no país. A ilha já vivia desaceleração econômica antes disso.

A situação é contextualizada como guerra econômica entre Cuba e Washington, com o bloqueio histórico intensificado. Internacionalmente, críticas apontam falhas nos controles estatais que gerenciam grande parte da produção.

Apontada pela própria rede estatal, a União Eléctrica, a crise pode chegar a 64% da ilha sem energia nos momentos de pico. A falta de combustível derruba o transporte, a indústria hoteleira e a oferta de serviços.

Desdobramentos do abastecimento e turismo

Cuba depende do turismo para obter divisas, e as quedas de receita se agravam pela crise energética. Em 2025, a receita turística foi estimada em 917 milhões de dólares, com 1,9 milhão de visitantes.

O Canadá continua sendo o principal mercado emissor. A Air Canada suspendeu voos e repatria turistas; outras companhias canadenses reduziram operações. Estados Unidos e México mantêm rotas, mas com ajustes logísticos.

Impactos setoriais e respostas

Em 2024, Cuba importou carne de aves e cerveja para sustentar hotéis e polos turísticos. A falta de combustível complica o abastecimento e eleva custos de operação de hotéis.

México enviou ajuda humanitária e os Estados Unidos forneceram itens prioritários. Mesmo assim, autoridades cubanas sinalizam abertura ao diálogo com Washington diante do aprofundamento da crise.

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