- A União Europeia busca reformas pragmáticas para destravar capital e impulsionar o crescimento, evitando mudanças institucionais de grande escala que levam tempo.
- Um relatório da Bocconi recomenda medidas rápidas, como instrumentos de poupança incentivando investimento em empresas jovens, novos planos de pensão com vantagens fiscais, uma plataforma europeia de listagem e reativação de mercados de securitização, além de ampliar o uso do sistema comum TARGET2-Securities e fortalecer o papel do Banco Europeu de Investimento (BEI).
- A ideia de coalizões de países dispostos a agir sem a anuência de todos os 27 membros ganha força para lançar projetos rapidamente, incluindo o mercado de capitais, o papel do euro e a segurança de minerais críticos.
- As propostas enfatizam direcionar poupança europeia para investimentos em inovação, com instrumentos de poupança e planos de pensão que estimulem capital de risco e maior participação de investidores.
- A partir de 11 de fevereiro, ocorrerão encontros de alto nível entre nações-chave para avaliar se há reconhecimento generalizado do momento crítico e definir ações rápidas, especialmente em relação ao mercado único de capitais, à internacionalização do euro e à cadeia de suprimentos.
O debate sobre a recuperação econômica da União Europeia ganha ritmo com propostas pragmáticas para desbloquear capital e acelerar reformas. O objetivo é agir rapidamente sem depender de grandes redesenhos institucionais.
Analistas, acadêmicos e gestores veem a necessidade de medidas rápidas que conectem poupança a investimentos produtivos. A ideia é manter o mercado único eficiente, sem adiar mudanças por décadas de implementação.
Para acelerar, dirigentes defendem ações com base em consenso parcial entre Estados-membros, evitando longas reformas legais que atrasam resultados visíveis.
Propostas para financiar a inovação
Um relatório de Bocconi defende passos concretos em 12 a 18 meses, com participação privada e apoio político nacional. Não exige mudanças legais amplas nem acordo de todos os países.
O estudo sugere incentivar poupanças domésticas para financiar startups e empresas inovadoras. Instrumentos de poupança com vantagens fiscais e regimes simples podem estimular capital de risco.
Outra linha propõe planos de pensões definidos, com exceções fiscais e escolhas de investimento, inspirados no modelo de Sweden. A ideia é ampliar a base de capital disponível.
Além disso, o documento aponta ferramentas como labels de investimento na Europa e plataformas de listagem euro-wide para manter empresas na região.
Mercado de securitização e plataformas comuns
Reativar o mercado de securitização permitiria aos bancos reduzir ativos e ampliar crédito a empresas. Uma plataforma central para ativos padronizados facilitaria negociações.
A pesquisa recomenda ampliar o uso do TARGET2-Securities, que facilita transferências de caixa e de capitais entre países da zona euro. Também defende maior papel do BEI (Banco Europeu de Investimento) na mobilização de poupanças.
Propostas recentes de França e Alemanha enfatizam capital de risco para scale-ups europeias e maior participação de ativos de aposentadoria em fundos de investimento. A ideia é financiar inovação sem depender exclusivamente de financiamento público.
Atores e prazos
Especialistas apontam que estas iniciativas podem nascer com apoio de atores privados, desde que governos nacionais não imponham entraves. A commanders incluem bancos, seguradoras, gestores de ativos e plataformas de negociação.
No final de janeiro, ministros de seis grandes economias agradeceram a papel ativo na captação de recursos: Alemanha, França, Espanha, Itália, Polônia e Holanda. O foco é ampliar a união de mercados de capitais e a cooperação monetária.
Caminho a seguir
Desde o fim de janeiro, reuniões entre autoridades europeias avaliam se há apoio suficiente para avançar. A expectativa é verificar se há reconhecimento de que a Europa está em um momento decisivo para agir com rapidez.
O governo alemão, a França e outros países deverão conduzir novas conversas para definir prioridades de ação. A agenda multilateral envolve investimentos, pagamentos internacionais, defesa e acesso a minérios críticos.
A partir de 11 de fevereiro, séries de encontros de alto nível devem indicar se há vontade política para consolidar o caminho descrito. A evolução dependerá da adesão de governos, setores privados e mercados.
Entre na conversa da comunidade