- A Alphabet planeja emitir título de dívida com vencimento em cem anos, para levantar 1 bilhão de libras, como parte de uma emissão total de 5,5 bilhões de libras em cinco parcelas para financiar investimentos em inteligência artificial.
- A emissão centenária é a primeira do setor de tecnologia desde a Motorola, em 1997.
- A controladora do Google também levantou 3,055 bilhões de francos suíços por meio de cinco emissões com vencimentos entre três e 25 anos.
- Em outra operação, a Alphabet vendeu títulos de dívida no valor de US$ 20 bilhões em sete partes, com vencimentos de 2029 até 2066.
- Analistas dizem que grandes empresas de tecnologia recorrem a dívida para financiar IA, com gastos estimados de pelo menos US$ 630 bilhões por Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta neste ano, principalmente em infraestrutura de dados e chips de IA.
A Alphabet, controladora do Google, planeja emitir um título de dívida com vencimento em 100 anos, segundo documentos da operação analisados pela Reuters. A emissão tem como objetivo financiar investimentos em inteligência artificial.
A operação envolve a colocação de 5,5 bilhões de libras em títulos, repartidos em cinco partes, conforme o material. O título centenário deve levantar 1 bilhão de libras. A venda é a primeira do setor tecnológico nesse prazo desde 1997, quando a Motorola realizou uma emissão similar.
A Alphabet também captou 3,055 bilhões de francos suíços por meio de cinco emissões com vencimentos entre três e 25 anos, conforme memorando interno da oferta. Além disso, a empresa já havia vendido US$20 bilhões em títulos numa oferta de sete partes, com vencimentos de 2029 a 2066.
Contexto de mercado
A busca por dívida por grandes empresas de tecnologia tem levantado dúvidas entre investidores, diante dos gastos com IA. Projeções indicam que Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta devem investir pelo menos US$630 bilhões neste ano, concentrados em infraestrutura de dados e chips de IA.
Analistas veem nos títulos de longo prazo uma resposta à transição para modelos de negócios com ativos menos líquidos, porém com fluxos de caixa dependentes de projetos de longo prazo. Figures de mercado destacam o interesse neste segmento mesmo com riscos inerentes.
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