- IPCA subiu 0,33% em janeiro, em linha com as expectativas e mantendo a alta do mês anterior.
- No acumulado de doze meses, o índice ficou em 4,44%, acima de 4,26% observados no fim de 2025.
- Transportes lideraram o avanço, com alta de 0,60%, puxada por combustíveis e tarifas de transporte urbano.
- Habitação caiu 0,11% e Vestuário caiu 0,25%; Alimentação e bebidas subiu 0,23% (leite e ovos em queda, tomate e carnes em alta).
- Núcleos da inflação subiram 0,45% no mês, com o indicador em 4,44% nos doze meses.
O IPCA subiu 0,33% em janeiro, conforme dados do IBGE, mantendo-se dentro das expectativas do mercado. O índice repetiu a taxa de dezembro e aponta alta de 4,44% no acumulado de 12 meses, acima dos 4,26% registrados no fim de 2025.
Transportes foi o principal destaque de alta, com avanço de 0,60% puxado por combustíveis e reajustes em tarifas de transporte urbano. Saúde e cuidados pessoais avançaram 0,70%, com aumentos em higiene pessoal e planos de saúde.
Em contrapartida, Habitação caiu 0,11%, com destaque para a energia elétrica residencial. Vestuário teve queda de 0,25%. Alimentação e bebidas acelerou menos, em 0,23%, com leite longa vida e ovos em baixa e tomate e carnes em alta.
A média de núcleos da inflação subiu 0,45% no mês, acima do esperado, que era 0,40%. Nos 12 meses, os núcleos avançam 4,44%, sinalizando inflação mais resistente sem itens voláteis.
Nos serviços, a inflação de três meses caiu para 4,6%, ainda acima do teto da meta. A inflação subjacente, que exclui itens mais voláteis, avançou para 3,2% no período.
Para o economista Leonardo Costa, o IPCA de janeiro reforça um cenário de inflação corrente pressionada por serviços e itens sensíveis à renda e ao mercado de trabalho. Ele aponta possível queda gradual de preços de alguns itens nos próximos meses.
O relatório indica que, apesar da alta mensal, há expectativa de redução da aceleração de curto prazo, com auxílio de movimentos de preços de alimentos, queda de gasolina e desaceleração dos serviços. A leitura sugere, ainda, continuidade de pressão inflacionária pela demanda de serviços.
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