- A operação Metro Surge, com mais de 2.700 agentes federais, foi lançada para prender e deportar imigrantes sem documentação na região de Minneapolis–Saint Paul.
- Comerciantes dos bairros criaram impactos: Crasqui teve queda de 65% na receita e alguns negócios fecharam ou passaram a operar apenas com entregas.
- Uma pesquisa do Latino Economic Development Center com mais de noventa empresas latino-americanas mostrou que quase um terço ficou temporariamente fechado devido a faltas de funcionários ou queda de público.
- Os proprietários relatam medo de abordagem de agentes e relatos de perfil racial, impactando o funcionamento de lojas e restaurantes na área.
- Organizadores comunitários e organizações de apoio promovem mobilizações, enquanto autoridades federais afirmam que não há relação entre imigração e dano econômico.
A diminuição do movimento econômico em Minneapolis e Saint Paul se conecta a uma operação federal de imigração que intensificou o medo entre comerciantes e moradores. A ofensiva, lançada em dezembro com o nome Metro Surge, mobilizou mais de 2.700 agentes para prender e deportar migrantes sem documentação.
Empresários locais, muitos imigrantes, relatam queda de faturamento e fechamento temporário de lojas. A chef venezuelana Crasqui, em Saint Paul, viu as vendas da empresa reduzirem cerca de 65% após a aproximação de agentes e entrevistas no local.
Os proprietários dizem que o medo não é exclusivo de quem não tem documentação. Comerciantes com permissão de trabalho também relatam receio de abordagens durante o expediente, o que afeta o atendimento, o estoque e a programação de funcionários.
Em áreas com maior concentração de imigrantes, como o Lake Street em Minneapolis, várias lojas suspenderam atividades ou passaram a operar apenas por delivery. O impacto se estendeu a redes de alimentação, padarias e mercados latinos.
Organizações locais, como o Latino Economic Development Center, registraram redução de visitantes e de postos de trabalho em mais de 90 negócios avaliados. A entidade alerta para risco de falência de empresas com proprietários imigrantes.
O Departamento de Segurança Interna respondeu às críticas, afirmando que não houve relação entre imigração e a economia. A pasta sustenta que a atuação busca remover criminosos e reforçar a segurança das comunidades.
Mesmo com o clima de tensão, comunidades se mobilizam. Grupos de voluntários alertam vizinhos sobre a presença de agentes, e ações de ajuda mútua apoiam moradores que não querem sair de casa. Muitos comerciantes dizem manter o emprego estável apenas com cuidado redobrado.
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