- A Apollo Global Management reduziu a exposição de seus fundos de crédito direto a software para cerca de 10% em 2025, ante aproximadamente 20% no início do ano.
- Em Toronto, John Zito questionou publicamente se o “software morreu”, destacando o risco que a IA representa para o setor de private equity.
- Gestoras como Arcmont Asset Management e Hayfin Capital Management passaram a contratar consultorias para revisar portfólios e identificar empresas potencialmente vulneráveis à disrupção tecnológica.
- O tema é especialmente pertinente para software como serviço (SaaS), já que soluções de IA podem oferecer alternativas mais rápidas e baratas, pressionando incumbentes.
- Entre 2015 e 2025, mais de 1.900 empresas de software foram adquiridas por private equity, em operações que somaram mais de US$ 440 bilhões; ações de software também recuaram, com o índice S&P North American Software caindo 15% em janeiro.
O software enfrenta questionamentos no universo de private equity, diante do avanço da IA. Gestoras revisam portfólios e reduzem a exposição ao setor, que antes era visto como defensivo. A discussão ganhou força após falas de executivos em eventos e novas avaliações de crédito.
Em Toronto, no ano passado, o executivo da Apollo Global Management sugeriu que o verdadeiro risco para o private equity seria a possível obsolescência do software. As declarações sinalizaram uma mudança de discurso dentro da indústria.
A Apollo já mergulha nessa revisão: a exposição de seus fundos de crédito direto a software foi reduzida pela metade em 2025, ficando em torno de 10% do total, contra cerca de 20% no início do ano. A mudança reflete uma reavaliação de risco.
Outras gestoras reforçam o movimento. Arcmont Asset Management e Hayfin Capital Management contrataram consultorias para mapear vulnerabilidades em seus portfólios de software, segundo fontes próximas às operações.
O avanço da IA derruba a percepção de robustez histórica do SaaS. Modelos de negócio baseados em assinaturas enfrentam competição de soluções mais rápidas e baratas criadas por startups de IA.
A presença de inovações como a IA interna de novas plataformas reduz a barreira de entrada para o desenvolvimento de software, pressionando margens de incumbentes. Analistas apontam que isso pode mudar o equilíbrio de poder no setor.
Mercados de crédito privado também refletem o cenário. Credores têm exigido maior flexibilidade de pagamento e reavaliado empréstimos a software, com exemplos de downgrades e condições mais desafiadoras.
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