- Will Lewis pediu demissão como diretor executivo do The Washington Post, poucos dias após o anúncio de cortes de cerca de 300 jornalistas (um terço da equipe) e o desmantelamento de áreas como esportes, livros e parte das correspondentes internacionais.
- Em carta interna, ele disse ter tomado a decisão para “garantir o futuro sustentável” do jornal; agradeceu ao proprietário Jeff Bezos pelo apoio.
- Jeff D’Onofrio, atual diretor financeiro, será o substituto de Lewis; o ex-diretor executivo afirmou ter tomado decisões difíceis para manter a publicação estável.
- Os cortes afetaram equipes no Ucrânia e Milão, entre outros, gerando apreensão entre funcionários e levantando perguntas sobre o futuro do jornal em meio a avanços da tecnologia e à polarização política.
- A trajetória do Post envolve compra de Bezos por 250 milhões de dólares, queda de assinaturas e receitas após a era Trump, e controvérsias como o veto ao apoio a Kamala Harris nas eleições de 2024.
Will Lewis, diretor executivo do The Washington Post, apresentou sua demissão neste sábado. A saída ocorre dias após o jornal anunciar o corte de 300 jornalistas e o fechamento de setores como esportes, livro e grande parte das correspondentes internacionais.
Em carta ao staff, publicada nas redes sociais, Lewis afirma ter decidido sair para garantir o futuro sustentável do jornal. Ele agradece ao proprietário Jeff Bezos, fundador da Amazon, pelo apoio e pela liderança durante sua gestão.
Lewis será substituído pelo diretor financeiro Jeff D’Onofrio, que assumirá o cargo. O ex-diretor, contratado no início de 2024 para enfrentar a crise econômica, afirma ter tomado decisões difíceis para manter a qualidade e a imparcialidade das notícias.
Despedimentos e impactos
O anúncio de cortes de pessoal ocorreu após semanas de sinais de alerta. A redação viu deslocamentos de equipes, incluindo jornalistas no exterior, enquanto o jornal já enfrentava queda de assinaturas e custos elevados.
A circulação, estimada em aproximadamente 2,5 milhões de assinantes, ficou sob pressão após o veto de Bezos a apoios políticos. A direção anterior prometeu restabelecer recursos e ampliar a cobertura, mas o encerramento de setores representou um golpe significativo.
Bezos afirmou, em comunicado, que o The Washington Post mantém uma missão jornalística essencial e uma oportunidade de crescimento. Segundo ele, os leitores guiam a trajetória diária do jornal, ainda que a atual reforma pareça reduzir a escala da redação.
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