Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BRB propõe plano ao BC para recompor capital após perdas com Master

BRB entrega ao BC plano de capital para recompor balanço em até cento e oitenta dias, visando liquidez, sustentabilidade e possível aporte do governo do Distrito Federal

Prédio do BRB em Brasília
0:00
Carregando...
0:00
  • O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central (BC) um Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias.
  • O documento foi apresentado pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a participação do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.
  • O plano prevê ações preventivas caso haja necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF), dependendo das investigações em andamento, visando a sustentabilidade da instituição.
  • O BRB não informou valores específicos. Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do BC mencionou um rombo de cerca de R$ 5 bilhões provocado pelas operações com o Banco Master.
  • Entre as possibilidades de captação de capital estão empréstimos com outras instituições financeiras ou com o Fundo Garantidor de Créditos, venda de ativos, criação de fundo imobiliário com imóveis do GDF, aportes diretos do Tesouro do DF e empréstimo do GDF com FGC, sujeitos à aprovação da Câmara Legislativa.

O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, um Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias. O documento foi apresentado pelo presidente Nelson Antônio de Souza ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a participação do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.

O BRB afirma que as ações previstas visam sustentar a instituição, manter a estabilidade operacional e assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros. O banco não divulgou valores no comunicado, destacando apenas que o plano foi elaborado para garantir a sustentabilidade da operação, caso haja necessidade de aportes do governo local.

Segundo depoimento prestado à Polícia Federal no fim de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, apontou que operações com o Banco Master geraram um rombo de cerca de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. O BRB não detalhou as medidas, apenas informou que o plano protege clientes e assegura funcionamento.

Contexto e objetivos

O BRB mostra o plano como um conjunto de ações preventivas, a serem adotadas se as investigações sobre o Master avançarem. A instituição afirma que o objetivo é reduzir a dependência de aportes adicionais do controlador e manter liquidez suficiente em meio a restrições fiscais.

Entre as possibilidades de obtenção de capital, o BRB cita cinco caminhos: empréstimos com instituições financeiras, inclusive privadas e o FGC; venda de ativos, especialmente carteiras imobiliárias e créditos a governos; criação de um fundo imobiliário com imóveis do GDF; aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal; e empréstimo do GDF com o FGC, com posterior repasse ao BRB.

Finanças e desinvestimentos

Parte das ações depende da aprovação da Câmara Legislativa do DF para utilização de recursos públicos. O objetivo é injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador, em meio a limites fiscais.

O Estado de SP informou que o BRB estaria vendendo ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do FGTS, para conter saída de capitais após a liquidação do Master. Também há negociações para venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito com garantias do Tesouro Nacional, com possível retorno de cerca de R$ 730 milhões em valor presente.

Investigações em curso

As apurações continuam sobre a compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos possivelmente superfaturados ou inexistentes. O BRB afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões já foram substituídos ou liquidados e negou bloqueio de bens.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais