- O mercado imobiliário belga teve alta de 14,2% nas transações em 2025, com Valônia (+16,7%) e Flandres (+14,1%) puxando o ritmo; Bruxelas cresceu 7,1%.
- Os preços médios das casas subiram 5,8%, para € 348.800, com Bruxelas sendo a região mais cara (€ 582.930), seguida de Flandres (€ 380.655) e Valônia (€ 270.790).
- Jovens passaram a representar parcela relevante dos compradores: 41% dos que adquirem apartamentos têm entre 18 e 35 anos, e 49% das casas foram vendidas a essa faixa etária em 2025.
- A reforma das taxas de registro na Valônia reduziu a alíquota para 3% na compra da residência principal, ajudando a tornar a casa mais acessível.
- O setor de construção enfrenta desafios, com perdas de 2.500 empregos e mais falências, devido a custos de obras e licenciamento, mas o mercado imobiliário continua em expansão.
A Bélgica vive um período de aquecimento no mercado imobiliário, enquanto a construção civil enfrenta dificuldades. As transações cresceram 14,2% no país, impulsionadas pela Valônia e pela Flandres. Os preços médios das casas subiram 5,8% em 2025.
Segundo tabeliães, o crescimento foi mais expressivo na Valônia (+16,7%) e na Flandres (+14,1%), com Bruxelas registrando alta de 7,1%. O setor de construção registrou perdas de empregos e aumento de falências, em meio a custos elevados e processo licenciamento lento.
As mudanças tributárias contribuíram para tornar a compra de residência principal mais acessível, com a reforma das taxas de registro reduzindo a alíquota para 3% na Valônia. A procura de imóveis por jovens vem aumentando, com 41% de compradores entre 18 e 35 anos em apartamentos e 49% em casas, em 2025.
Preços por região
Bruxelas continua a ser a região mais cara, com preço médio de € 582.930, seguido pela Flandres, em € 380.655. A Valônia registrou o maior salto, para € 270.790, impulsionada pela menor taxa de registro. Nos apartamentos, a média nacional ficou em € 277.927, com Bruxelas em € 298.874 e a Flandres em € 289.157.
Volumes e contexto
O aumento ocorrido em 2025 responde à recuperação após recuos entre 2022 e 2023. A média de cinco anos aponta crescimento acumulado de 11%. A Fednot aponta que incertezas econômicas em outros investimentos reforçam a atratividade do mercado imobiliário como opção mais estável.
A mudança de perfil dos compradores e a demanda por imóveis com melhor eficiência energética ajudam a sustentar o movimento de alta. A notícia é baseada em dados da Fednot e dos tabeliães, com visão geral do setor na Bélgica.
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