- No ápice, Jeffrey Epstein era extremamente rico, com quase US$ 380 milhões em dinheiro e investimentos e um patrimônio de US$ 578 milhões.
- Forbes aponta que a maior parte da fortuna veio de dois clientes bilionários — Les Wexner e Leon Black — aliados a um mecanismo tributário nos Estados Associados Virgens Americanas.
- Wexner pagou cerca de US$ 200 milhões a Epstein ao longo dos anos; Black assinou pagamentos de US$ 170 milhões entre 2012 e 2017, financiando grande parte da renda de Epstein.
- Epstein usou isenções fiscais nas Ilhas Virgens Americanas para reduzir a carga tributária, chegando a pagar cerca de US$ 41 milhões em impostos entre 1999 e 2018, com alíquota média perto de 4%.
- O espólio, ainda ativo, continua com ativos e pagamentos significativos; acordos recentes incluem restituição de benefícios fiscais superiores a US$ 80 milhões em 2022 e um acordo de US$ 62,5 milhões envolvendo Leon Black em 2023.
Jeffrey Epstein acumulou riqueza de forma complexa e envolve dois clientes bilionários e vantagens fiscais. Ao morrer em 2019, possuía residências luxuosas, duas ilhas no Caribe e cerca de US$ 578 milhões em patrimônio, segundo o espólio.
Segundo análises da Forbes, a fortuna ele foi construída principalmente com dois clientes bilionários e um artifício tributário, além de atividades de consultoria. Epstein descrevia-se como financista experiente e empreendedor em registros corporativos de 2013.
A investigação aponta que Epstein pode ter usado a estrutura financeira como fachada para crimes que eventualmente o cercaram, embora as evidências sobre conivência de parceiros permaneçam sob escrutínio. A relação com apoiadores de alto escalão é tema de publicações e perícias.
Origens da fortuna
Dois clientes aparecem como as principais fontes de renda de Epstein na virada do século: Les Wexner, fundador da Victoria’s Secret, e Leon Black, dono da Apollo Global Management. Entre 1999 e 2018, as duas empresas somaram mais de US$ 800 milhões em receita, com Epstein recebendo pelo menos US$ 490 milhões em honorários.
Wexner e Black são descritos como as maiores fontes de receita de Epstein nesse período, respondendo por mais de 75% dos ganhos com honorários, segundo estimativas da Forbes. Ambos mantiveram relações próximas com Epstein até meados da década de 2010.
Wexner, aos 87 anos, pagou a Epstein cerca de US$ 200 milhões ao longo da relação. Black, aos 73, desembolsou US$ 170 milhões entre 2012 e 2017. A Dechert LLP também apura vínculos entre Black, Epstein e clientes de alta renda.
Bens, perdas e mudanças
Epstein morava em uma casa de 2,6 mil metros quadrados na megacidade de Nova York, transferiu a escritura para si em 2011 e possuía jets e imóveis. Um jato Boeing 727, chamado de “Lolita Express”, integrava a frota ligada à Limited de Wexner até 2001.
O rompimento com Wexner ocorreu em 2007 após desvio de cerca de US$ 46 milhões. A crise de 2008 agravou as perdas da Financial Trust Company, maior empresa de Epstein, que passou a registrar quedas significativas.
Leon Black foi crucial para o segundo ato da carreira de Epstein. Black contratou Epstein para serviços de planejamento patrimonial, com valores elevados acordados entre 2013 e 2017, somando dezenas de milhões de dólares sem contratos formais.
Benefícios fiscais
Epstein tirou proveito de isenções do imposto de renda corporativo nas Ilhas Virgens Americanas. As isenções cobriam grandes parcelas de tributos para empresas que criavam empregos locais e investiam no território.
Entre 1999 e 2018, as empresas de Epstein pagaram cerca de US$ 41 milhões em impostos, decadendo pela alíquota efetiva de cerca de 4%. O espólio tem buscado recuperação de parte desses benefícios.
Situação atual do espólio
O espólio de Epstein, seis anos após a morte, detém cerca de US$ 131 milhões em ativos, com grande parte em caixa e em “entidades” não especificadas. Ao longo dos anos, vendeu propriedades, pagou dívidas e firmou acordos com o governo local.
O governo das Ilhas Virgens Americanas firmou acordo em 2022 para a devolução de mais de US$ 80 milhões em benefícios indevidos, enquanto Leon Black fechou acordo relacionado à sua relação com Epstein em 2023, no valor de US$ 62,5 milhões.
Seus ativos residuais refletem uma trajetória marcada por altas cifras, respostas legais e acordos com autoridades, com restituições recentes ao governo local.
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