- A Bunge projeta lucro ajustado por ação entre US$ 7,50 e US$ 8,00 para 2026, abaixo da expectativa de US$ 8,71.
- No trimestre encerrado em 31 de dezembro, a empresa mostrou lucro de US$ 1,99 por ação, frente a US$ 2,13 no ano anterior e acima da previsão de US$ 1,81.
- A queda dos preços dos grãos, margens de processamento fracas e tensões geopolíticas pressionam a lucratividade.
- Incerteza sobre a política comercial e de biocombustíveis dos EUA, com adiamento das cotas para 2026, levou empresas a adiar negócios e investimentos.
- A Archer-Daniels-Midland também revisou abaixo das expectativas suas projeções para 2026, citando a mesma incerteza sobre biocombustíveis.
A Bunge informou nesta quarta-feira (04) que projeta lucro ajustado para 2026 abaixo das estimativas de analistas, diante da volatilidade dos mercados de grãos, margens mais apertadas no processamento e tensões geopolíticas que reduzem a lucratividade do setor.
A empresa apontou que a queda dos preços dos grãos e as margens fracas de processamento das safras pesam sobre os resultados, em meio a incertezas sobre políticas comerciais e de biocombustíveis que afetam decisões de negócios.
Executivos já vinham sinalizando, em novembro passado, que a volatilidade macro e as incertezas regulatórias prejudicariam o desempenho no quarto trimestre, com agricultores e clientes adiando transações de curto prazo.
A concorrente Archer-Daniels-Midland também revisou suas perspectivas para 2026, citando o adiamento da política de biocombustíveis dos EUA como fator limitante para o lucro.
A Bunge divulgou lucro ajustado de US$ 1,99 por ação no trimestre até 31 de dezembro, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, mas acima da previsão de mercado de US$ 1,81 por ação.
O resultado mensal ficou acima das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, que estavam em US$ 1,81 por ação, sustentando a confiança de que o desempenho pode se recuperar parcialmente.
Para 2026, a Bunge projeta lucro ajustado por ação entre US$ 7,50 e US$ 8,00, frente às expectativas da Wall Street de US$ 8,71, refletindo a continuidade da pressão macro e regulatória sobre o setor.
A empresa, com sede no Missouri, não detalhou cenários específicos, mas reiterou que a visão para o ano depende de desenvolvimento de preços de commodities, demanda global e políticas de biocombustíveis.
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