- O ouro caiu oito por cento, para US$ 4,465 por onça, encerrando a sequência de recordes da semana passada. A prata recuou sete por cento, depois de cair trinta por cento na sexta-feira.
- Queda nos metais refletiu um deslocamento de investidores, com o preço de platina e cobre caindo dez por cento e nove por cento, respectivamente.
- Os impactos se espalharam aos mercados acionários globais: contratos futuros do S&P cincocentos e do Nasdaq apontaram perdas de cerca de 0,9% e 1,2%.
- No Reino Unido, o FTSE 100 caiu cerca de 0,4% nesta abertura, com mineradoras de metais preciosos liderando as perdas; a Europa também teve queda no índice STOXX 600, de aproximadamente 0,4%.
- O ex-gestor do Federal Reserve Kevin Warsh foi indicado por Donald Trump para ser o próximo presidente do Fed, o que, se confirmado, deve suceder Jerome Powell em maio; a queda recente nos metais é atribuída, entre outros fatores, a esse desenrolar político.
Gold e prata caíram com força, acentuando uma crise no mercado de metais que pegou os mercados mundiais de surpresa.
Os preços do ouro recuaram 8% neste segunda-feira, para cerca de US$ 4.465 por onça, após terem atingido próximos de US$ 5.600 na semana anterior. A prata caiu 7%, depois de uma queda de 30% na sexta-feira. As perdas refletem uma retirada de capital de ativos considerados refúgios.
O tombo ocorre em meio a tensões geopolíticas e à incerteza sobre o viés de política monetária dos EUA, após o anúncio de Donald Trump de indicar Kevin Warsh para chefiar o Federal Reserve. Warsh pode substituir Jerome Powell caso seja confirmado pelo Senado.
Especialistas indicaram que a venda de metais foi motivada pela percepção de que Warsh seria menos pautado por políticas de estímulo, o que acelerou a reversão de posições defensivas. Analistas destacaram ainda o peso de um movimento já amplamente presente no setor.
Metais industriais também registraram quedas relevantes: o platina cedeu 10% e o cobre caiu 9% neste início de semana, acompanhando o desaquecimento do segmento. O nervosismo do mercado impactou ações ligadas a mineração.
A divulgação reverberou nos índices de ações globais. Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq apontaram para baixas na casa de 0,9% e 1,2%, respectivamente, sinalizando descontinuidade nos ganhos recentes. No Reino Unido, o FTSE 100 recuou cerca de 0,4%.
Na Europa, o STOXX 600 registrou queda de 0,4%, refletindo o clima de aversão ao risco. O preço do petróleo caiu cerca de 5%, com o Brent negociando perto de US$ 64,80 por barril, ante os US$ 71 da semana anterior, ante sinais de alívio de tensões entre EUA e Irã.
O dólar americano, que já havia iniciado janeiro em baixa, subiu levemente frente a uma cesta de moedas, sinalizando retorno de preferência por a moeda de reserva. Mesmo com recuos recentes, o ouro permanece em alta anual, com ganhos próximos a 65% em relação ao ano anterior, e a prata, acima de 120%.
Fontes próximas ao mercado citam que a movimentação recente pode ter sido uma reversão de uma posição considerada excessivamente concentrada em metais preciosos. Mesmo com a queda, especialistas veem o potencial de recuperação, com projeções de longo prazo mantendo o ouro próximo de patamares elevados. O conteúdo é baseado em relatos de agências financeiras e veículos de notícias de economia.
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