- A média de preços de casas no Reino Unido subiu 0,3% em janeiro, segundo a Nationwide, após queda de 0,4% em dezembro.
- Os preços estão 1% mais altos que no mesmo periodo do ano anterior, com a casa média em £270.873.
- Economistas esperam crescimento do mercado em 2026, com queda nas taxas de hipoteca e maior clareza sobre o orçamento.
- A Nationwide prevê alta de 2% a 4% neste ano, enquanto a Capital Economics projeta aproximadamente 3,5% de aumento.
- Mesmo com sinais de melhoria, o mercado pode enfrentar pressão; aprovações de hipoteca em dezembro ficaram 9% abaixo da média de cinco anos e a demanda continua frágil.
O preço médio das casas no Reino Unido subiu 0,3% em janeiro, segundo a Nationwide, após queda inesperada em dezembro. O mercado se mostra mais firme diante de perspectivas de melhoria em 2026.
A inflação de preços caiu da queda de fim de 2025, e o valor médio de uma residência ficou em torno de 270.873 libras. Em termos anuais, há ganho de 1% no preço mediano.
Analistas projetam recuperação ao longo de 2026, com a queda de taxas de hipoteca ajudando a reduzir a incerteza fiscal. A Nationwide aponta alta entre 2% e 4% neste ano; a Capital Economics, 3,5%.
Fatores que pesam no mercado
Robert Gardner, economista-chefe da Nationwide, disse que a atividade imobiliária recuou no fim de 2025, possivelmente por dúvidas sobre mudanças no imposto sobre propriedade antes do orçamento. Mesmo assim, aprovações de hipotecas permaneceram próximas dos níveis pré-pandemia.
A avaliação de que o mercado tende a se recuperar nos próximos trimestres é sustentada pela melhora da acessibilidade, caso essa tendência se mantenha ao longo de 2026, segundo a instituição.
Desafios e contexto macro
O ajuste recente de política monetária foi firmado pelo Banco da Inglaterra, com corte de 4% para 3,75% em dezembro. A inflação, porém, permanece acima da meta de 2%, limitando quedas adicionais das taxas de juros.
Especialistas lembram que a perspectiva de cortes depende de dados de crescimento e salários. Megan Greene, integrante do comitê de política, sinalizou cautela sobre reduções rápidas neste ano, diante da pressão salarial.
Perspectivas de demanda e custos
Tom Bill, da Knight Frank, aponta que a demanda ainda pode enfrentar pressão, mesmo com sinais de melhoria. Aprovações de crédito em dezembro ficaram abaixo da média de cinco anos, refletindo um mercado mais prudente.
Specialistas também destacam que muitos contratos de financiamento fixo vencem em 2026, o que pode elevar custos para famílias que migrarem para taxas mais altas, pressionando a renda disponível.
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