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INSS notifica Master três vezes para comprovar empréstimos consignados

INSS notificou o Banco Master três vezes para comprovar empréstimos consignados; bloqueio de cerca de R$ 2 bilhões permanece até conclusão da apuração

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • O INSS notificou o Banco Master pelo menos três vezes para apresentar documentos que comprovem a existência jurídica e o consentimento de aposentados em mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados.
  • No dia 26 de novembro de 2025, o INSS bloqueou cerca de R$ 2 bilhões em repasses ao banco, hält até a conclusão da apuração interna.
  • A apuração da GloboNews aponta expansão agressiva da carteira de crédito, com um número expressivo de averbações sem lastro documental e sem observância dos requisitos de segurança.
  • A defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou que a instituição sempre atuou conforme normas e procedimentos do INSS para crédito consignado.
  • Vorcaro foi convocado para depor na CPMI do INSS, a pedido do senador Carlos Viana, com o depoimento previsto para tratar apenas dos contratos de crédito consignado; o INSS aguarda envio da documentação e estima reavaliar a situação em até quinze dias.

O INSS notificou o Banco Master pelo menos três vezes para apresentar documentos que comprovem a existência legal e o consentimento de aposentados e pensionistas em mais de 250 mil empréstimos consignados. Ao menos R$ 2 bilhões de repasses foram bloqueados pelo órgão em 26 de novembro de 2025, ainda sob apuração interna.

A apuração, veiculada pela GloboNews em 2 de dezembro, aponta expansão agressiva da carteira de crédito nos últimos exercícios e um expressivo volume de averbações sem lastro documental adequado. A investigação destaca falhas na documentação exigida pela Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão.

O INSS identificou que o banco não apresentou a documentação comprovante requisitada, o que compromete a confiabilidade dos contratos e levanta a possibilidade de descontos indevidos. A diretoria ainda ressalta omissão de mais de 250 mil contratos, com impactos potenciais sobre os beneficiários.

Em nota à Gazeta do Povo, a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contesta a apuração, afirmando que a instituição atua em conformidade com normas do INSS e com requisitos de formalização, identificação do contratante e consentimento.

A decisão de convocar Vorcaro para depor na CPMI do INSS, nesta quinta-feira, 5 de dezembro, partiu do presidente da comissão, senador Carlos Viana. O depoimento deverá se limitar aos contratos de crédito consignado entre o banco e os beneficiários do instituto.

Segundo o despacho da investigação, o Banco Master foi formalmente notificado três vezes, a última após contato com o liquidante em 23/01. O INSS afirma que aguarda a entrega completa da documentação solicitada, com expectativa de reavaliação em até 15 dias.

A apuração também indica que, além da ausência de contratos físicos, as amostras disponíveis no sistema eConsignado continham documentos genéricos e padronizados, sem informações como limite de crédito, taxa de juros, forma de pagamento e número de parcelas.

Essa linha de investigação se soma a outros casos em andamento envolvendo o Master, como a venda de carteiras de crédito sem lastro ao BRB por 12,2 bilhões de reais e a tentativa de venda do banco à estatal, que foi encerrada pelo Banco Central no ano passado.

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