- Grupo Fictor pediu recuperação judicial no TJ-SP para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, neste domingo (1).
- A dívida soma cerca de R$ 4 bilhões e o grupo busca quitar sem deságio, solicitando 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.
- O objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.
- A empresa afirma ter feito reestruturação, com redução da estrutura física e do quadro de funcionários, para proteger trabalhadores e agilizar indenizações.
- As subsidiárias ficam fora do pedido; busca-se evitar que unidades economicamente viáveis sejam afetadas, em meio à crise ligada ao Banco Master, cuja operação foi suspensa após decisão do Banco Central em novembro.
O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. A dívida total estimada soma cerca de R$ 4 bilhões, e a medida visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos.
A recuperação prevê a suspensão de cobranças por até 180 dias para viabilizar a negociação de um plano, sem deságio, com continuidade das atividades. A empresa afirma que pretende quitar as dívidas sem descontos, mantendo o funcionamento.
Antes do pedido, em novembro, um consórcio liderado por um dos sócios da Fictor havia anunciado intenção de adquirir o Banco Master, operação suspensa após decisão do Banco Central. A recuperação não abrange subsidiárias, que devem manter rotinas e contratos.
A companhia afirma não ter registro de atrasos desde o início das operações e aponta um plano de reestruturação que incluiu redução da estrutura física e do quadro de funcionários, visando agilizar indenizações trabalhistas.
Fundada em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. O comunicado reforça que a recuperação judicial não compromete as subsidiárias, preservando sua continuidade.
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