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Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise de liquidez ligada ao Master

Grupo Fictor solicita recuperação judicial para reequilibrar finanças após repercussão do Banco Master, com aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas e tutela de urgência por 180 dias

No pedido apresentado à Justiça, a Fictor ressaltou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias do conglomerado. Foto: Divulgação Fictor
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  • O Grupo Fictor pediu recuperação judicial no domingo, 1º de mês, para reorganizar finanças e quitar dívidas estimadas em cerca de R$ 4 bilhões, buscando a continuidade das atividades.
  • A empresa afirma que pretende quitar as dívidas sem deságio e solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios judiciais por 180 dias iniciais.
  • A crise de liquidez é atribuída ao impacto reputacional relacionado ao caso do Banco Master, cuja liquidação ocorreu após lance de aquisição anunciado pelo consórcio de um dos sócios do grupo.
  • A Fictor sustenta que não havia histórico de inadimplência desde o início das operações e já vinha implementando medidas de reestruturação antes do pedido, como redução de estrutura física e de quadro de funcionários.
  • O pedido de recuperação não abrange as subsidiárias do conglomerado, que atuam em alimentos, energia, infraestrutura e serviços financeiros, com negociação de um plano de recuperação durante o período de proteção.

O Grupo Fictor apresentou na Justiça, no domingo 1º, um pedido de recuperação judicial para reorganizar suas finanças e garantir o pagamento de compromissos estimados em cerca de 4 bilhões de reais. A medida visa manter a operação e assegurar a continuidade das atividades.

Segundo a empresa, o objetivo é quitar as dívidas sem deságio e obter tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias iniciais. A nota afirma que a recuperação busca um ambiente de negociação estruturada e tratamento isonômico.

A empresa aponta que a deterioração da liquidez está ligada ao abalo de imagem provocado pelo caso Banco Master, que impactou a reputação do grupo e suas operações. Em 17 de novembro de 2025, um consórcio chegou a apresentar proposta de aquisição do banco, comandado por Daniel Vorcaro.

No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, o que levou à suspensão da operação. O Fictor afirma que a repercussão negativa gerou especulações e um forte abalo na liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.

A Fictor ressalta que, até então, não havia histórico de inadimplência. A companhia afirma que, desde o início das operações, não havia atrasos financeiros. Medidas de reestruturação já vinham sendo adotadas, como redução de estrutura e quadro de funcionários.

No pedido, a empresa esclarece que a recuperação não envolve suas subsidiárias, que atuam em alimentos, energia, infraestrutura e serviços financeiros. O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam atingidas pelo processo recuperacional.

Durante o período de proteção judicial, a Fictor pretende negociar um plano com novos prazos e condições. A nota afirma que o direito de negociação do plano não interromperá as operações do grupo.

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