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Fictor pede recuperação judicial em São Paulo após tentar comprar Banco Master

Fictor pede recuperação judicial em São Paulo após tentativa de compra do Banco Master, visando reestruturar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas e conter crise de liquidez

A sede do Banco Master em São Paulo, Brasil, cujo CEO, Daniel Vorcaro, foi detido no âmbito de uma investigação por fraude da Polícia Federal.
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  • A Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo, menos de três meses depois de tentar comprar o Banco Master.
  • O processo envolve a holding do Grupo Fictor e uma empresa de financiamento, com dívidas estimadas em cerca de R$ 4 bilhões.
  • Não está incluída no pedido outra empresa do grupo, como a Fictor Alimentos.
  • A maioria dos credores são investidores nos produtos da Fictor; a empresa quer suspender pagamentos por 180 dias, mas pretende quitar o valor total devido.
  • A crise de liquidez é atribuída à liquidação do Banco Master, ordenada pelo banco central do Brasil, após a Fictor ter anunciado a intenção de liderar um grupo para comprar o banco. A liquidez da Fictor caiu e houve redução de estrutura e dispensa de funcionários.

A Fictor protocolou pedido de recuperação judicial em São Paulo, menos de três meses depois de tentar comprar o Banco Master. O processo envolve a holding do Grupo Fictor e uma empresa de financiamento, com o objetivo de reestruturar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas. A operação é apresentada como parte de uma crise momentânea de liquidez.

O pedido não inclui outras empresas do grupo, como a Fictor Alimentos, que está listada na B3. A maioria dos credores são investidores vinculados aos produtos da Fictor, segundo a empresa.

A holding pretende suspender por 180 dias o pagamento aos credores, mas afirma que pretende quitar o valor total devido. A empresa atribui a crise à liquidação do Banco Master, ordenada pelo Banco Central do Brasil.

Contexto e desdobramentos

A liquidação do Master ocorreu um dia após a Fictor anunciar que lideraria um grupo de investidores no negócio de compra do banco, orçado em 3 bilhões de reais. A companhia afirmou que a crise de reputação associada ao fracasso do negócio afetou a liquidez.

Como consequência, a Fictor disse ter reduzido sua estrutura e cortado empregos para enfrentar o cenário financeiro adverso, conforme informações publicadas pela Bloomberg. O objetivo atual é estabilizar o fluxo de caixa e cumprir obrigações ao longo do processo de recuperação.

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