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Fictor deve R$ 430 milhões a corretora da Faria Lima

Grupo Fictor ajuíza recuperação judicial em São Paulo; a Sefer Investimentos DTVM é credora de R$ 430 milhões, diante de dívidas de R$ 4,257 bilhões

Sede da Fictor, em São Paulo — Foto: Reprodução
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  • O Grupo Fictor pediu recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, com dívida estimada em mais de R$ 4 bilhões.
  • A Sefer Investimentos DTVM, corretora sediada na Faria Lima, é uma das principais credoras, com direito a receber R$ 430 milhões.
  • O pedido foi feito na segunda-feira, 2 de fevereiro, no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposta fraude ligada ao Banco Master.
  • Entre os credores listados estão investidores (R$ 2,765 bilhões) e a American Express (R$ 891 milhões); há ainda R$ 10,5 milhões em bônus e comissões a consultores.
  • A defesa do grupo argumenta que a recuperação judicial é a melhor opção para tentar quitar as dívidas, evitando uma falência, que seria mais demorada e aberta a mais credores.

A Federação de Recuperação Judicial envolve o Grupo Fictor, que protocolou nesta segunda-feira (2) um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiais de São Paulo. O objetivo é preservar a companhia diante de uma dívida estimada em 4,257 bilhões de reais, enquanto busca reorganizar seus ativos e operações. Entre as medidas previstas, está a apresentação de um plano de recuperação aprovado pelos credores e homologado pela Justiça.

A Sefer Investimentos DTVM, corretora com sede na Faria Lima, Zona Oeste de São Paulo, figura como uma das principais credoras do Grupo Fictor, segundo o pedido de recuperação. A instituição financeira afirma ter direito a receber 430 milhões de reais junto ao conglomerado.

A demanda de recuperação judicial surge no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de janeiro deste ano. A investigação envolve fundos e corretoras de investimentos vinculados a uma suposta fraude bilionária ligada ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

O processo já tramita sob supervisão do gabinete do ministro Dias Toffoli, no STF, em fase de inquérito policial. A Justiça analisa o pedido de recuperação apresentado pelo Grupo Fictor, que aceita cumprir a dívida e buscar condições para quitação com o suporte de plano de recuperação.

Além da Sefer Investimentos DTVM, constam como credores principais do Fictor no documento: investidores, com 2,765 bilhões de reais; American Express, com 891 milhões; e bônus e comissões a consultores, somando 10,5 milhões. A soma totaliza o montante citado pela documentação.

O grupo financeira havia planeado adquirir o Banco Master por meio de um aporte de 3 bilhões de reais. A crise de confiança vivenciada pelos mercados levou a revisão de estratégias e ao pedido de proteção judicial contra ações de credores, para facilitar a quitação das dívidas.

Advogada especializada em reestruturação empresarial, insolvência e operações estruturadas comenta que a recuperação é, para os credores, uma alternativa mais rápida e menos dispendiosa do que a falência. A estimativa é de seis meses a um ano para a votação do plano de pagamento.

A assessoria jurídica acrescenta que o mecanismo de recuperação judicial, previsto na Lei de Falências de 2005, com reformas em 2020, exige a aprovação dos credores de um plano de recuperação que, após homologação judicial, orienta o desempenho da empresa durante o processo.

A equipe responsável pelo Grupo Fictor não atendeu aos contatos realizados pela imprensa para comentar o caso, assim como a Sefer Investimentos DTVM. O cenário permanece em fase de análise pela Justiça, com discussões sobre as melhores medidas para a continuidade das atividades do conglomerado.

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