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Credibilidade do BC pode cair se secretário de Haddad for indicado para diretoria

Indicação de Guilherme Mello para uma diretoria do Banco Central pode comprometer a credibilidade da instituição e indicar avanço de linha desenvolvimentista sob Lula

Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 — Foto: André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo
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  • A possibilidade de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ser indicado para uma das duas diretorias do Banco Central, a pedido de Haddad, pode afetar a credibilidade da instituição.
  • Economistas do mercado acompanham a informação de que Haddad indicou o nome para a diretoria, numa conjuntura de ataques ao BC por aliados do Banco Master, além de críticas no TCU e STF.
  • A ida de um economista da linha desenvolvimentista, ligado ao PT, ao BC poderia indicar que, num eventual quarto mandato de Lula, haveria mais diretores com esse perfil.
  • Essa sinalização é vista como péssima pelo mercado e pode impactar a confiança de investidores na condução da política monetária.
  • Lula ainda não definiu os nomes para as duas diretorias vagas; ele deve conversar com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para decidir.

A possibilidade de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ser indicado para uma das duas diretorias vagas do Banco Central pode impactar a credibilidade da autoridade monetária. A indicação seria feita por sugestão do ministro Fernando Haddad.

Economistas do mercado acompanham o sinal de Haddad, que indicou o nome de Mello, um economista da linha desenvolvimentista do PT, crítico de juros altos. A hipótese é considerada significativa para a leitura sobre o futuro do BC.

A discussão acontece em meio a ataques que o BC vem enfrentando de aliados do Banco Master e de autoridades do TCU e do STF. O cenário eleva o nível de desgaste institucional para a instituição.

Analistas avaliam que a ida de um economista do PT para o BC poderia sinalizar, em um eventual quarto mandato de Lula, a presença maior dessa linha econômica na instituição. O mercado reage com cautela diante desse cenário.

O presidente Lula ainda não decidiu os nomes para as duas diretorias do BC que ficaram vagas no final do ano passado. A expectativa é de que ele convoque o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para definir as nomeações.

A indefinição atual gera especulação sobre o desenho da diretoria e sobre como o BC conduzirá a política monetária nos próximos anos. O tema é acompanhado de perto por investidores e pela comunidade econômica.

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