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Colapso da Lugano Diamonds envolve roubo fraude e escândalo

Fraudes na Lugano Diamonds devastam balanços da Compass, com perdas bilionárias, reestruturação de dívida e venda de ativos para conter o colapso

Moti Ferder é fundador da Lugano Diamonds
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  • Um diamante azul de 6,43 quilates, avaliado em quase US$ 11 milhões, foi enviado pela Scarselli Diamonds à Lugano Diamonds em Miami em janeiro de 2025, com acordo de exibição e devolução; a consignação somava US$ 44 milhões em 14 transações anteriores.
  • Em fevereiro de 2025, a Scarselli pediu a devolução do diamante azul e de outras peças; apenas o diamante azul não foi devolvido, segundo as comunicativas da Lugano.
  • Uma apuração interna da Compass Diversified detectou irregularidades em vendas, estoque e contas a receber na Lugano, incluindo venda de itens inexistentes e acordos de financiamento não divulgados.
  • Em maio de 2025, a Lugano admitiu não saber o paradeiro de vários diamantes; dois meses depois a Scarselli ingressou com ação no Tribunal Superior do Condado de Orange, acionando também a Compass e a Lloyd’s.
  • A Compass, que adquiriu a Lugano em 2021, revisou drasticamente suas demonstrações financeiras, entrou em inadimplência com dívidas de US$ 1,8 bilhão e passou a buscar reestruturação, venda de ativos e maior controle de custos.

O colapso da Lugano Diamonds envolve acusações de roubo, fraude e violação de controles internos que atingem a Compass Diversified, sua controladora. A história começou com um diamante azul de 6,43 quilates, avaliado em quase US$ 11 milhões, enviado pelo fabricante Scarselli Diamonds a um salão da Lugano em Miami, em janeiro de 2025, sob acordo de consignação.

Segundo a ação, a Scarselli realizou diligência prévia, validou 14 transações de consignação anteriores no valor de US$ 44 milhões e recebeu confirmação de cobertura da Lloyd’s of London. O diamante foi devolvido à Scarselli em fevereiro, exceto o azul, que permaneceu sem retorno até o momento.

A Compass, que adquiriu a Lugano em 2021, abriu uma investigação interna após reportagens sobre o desempenho da joalheria. A apuração encontrou transações de venda falsas para inflar a receita, venda de estoque inexistente ou sem propriedade da Lugano e acordos de financiamento não divulgados mantidos fora do balanço.

A Lugano entrou com falência e pediu recuperação judicial em novembro, sob o comando de Josh Gaynor, com a venda da empresa para uma divisão da Gordon Brothers ocorrendo em 2025. A Compass também atualizou demonstrações fiscais, reduzindo significativamente receitas e lucros de anos anteriores.

Entre os principais prejudicados, além da Scarselli, estão investidores que afirmam que a Lugano deve valores consideráveis a eles. A cobrança envolve cerca de US$ 1,5 milhão ou mais, com ações judiciais buscando restituição de diamantes ou compensação financeira.

O núcleo do que é chamado de golpe envolve contratos de financiamento e participação em diamantes com promessas de lucros elevados ao serem transformados em joias. Em alguns casos, os envolvidos teriam pago juros periódicos sobre o capital investido, mas não houve devolução do principal conforme o esperado.

A Compass alega que Ferder criou uma rede de contrapartes não divulgadas e adotou ações para contornar controles internos. Defensores de Ferder contestam as acusações, afirmando que os acordos de financiamento eram práticas comuns no setor e que a Compass não supervisionou adequadamente os relatórios.

Com a recuperação judicial em curso, a Lugano segue operando parcialmente, com lojas ativas e uma unidade principal em Newport Beach. A esperança de recuperação depende de ajustes fiscais, venda de ativos e resolução de disputas com credores, IPOs ou reorganizações do portfólio da Compass.

Especialistas comentam que a Compass pode buscar desinvestimentos para reduzir a alavancagem, com possíveis vendas da Boa, Arnold Magnetics e outras unidades de alto valor. O objetivo é reduzir a dívida, atender credores e reestruturar a empresa, mantendo operações essenciais em funcionamento.

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