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Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia

Renúncia do diretor do Indec na Argentina abre impasse sobre nova metodologia de inflação; Lines assume comando e mantém índice atual para evitar distorções

Javier Milei discursa após a vitória do partido A Liberdade Avança nas legislativas da Argentina. Foto: Luis ROBAYO / AFP
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  • O chefe do Indec, Marco Lavagna, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 2, após diferenças com o governo sobre a aplicação de uma nova metodologia para medir a inflação.
  • O Indec passa a ser comandado por Pedro Lines, atual diretor-técnico e número dois da entidade.
  • O governo e Lavagna divergiram sobre o momento de implementar o novo índice de preços ao consumidor; Lavagna defendia aplicação imediata, enquanto o presidente Javier Milei queria que o processo de desinflação estivesse totalmente consolidado.
  • A nova metodologia, baseada na pesquisa de renda e gastos de 2017-2018 e alinhada a recomendações internacionais, substituirá a cesta de 2004 utilizada anteriormente.
  • O governo afirmou manter a metodologia atual para evitar questionamentos sobre o impacto da mudança na evolução da inflação, que caiu de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025.

O chefe do Indec anunciou nesta segunda-feira, 2, a renúncia do cargo que ocupava desde 2019. O desligamento ocorreu após divergências com o governo sobre o momento de aplicar uma nova metodologia para medir a inflação, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo.

Com a saída de Marco Lavagna, o Indec passa a ser comandado por Pedro Lines, atual diretor-técnico e segundo na hierarquia da instituição. Lavagna deixa o cargo em meio a atritos sobre o cronograma da atualização metodológica.

Lavagna defendia a implementação imediata do novo índice de preços ao consumidor, enquanto o governo, liderado pelo presidente Javier Milei, prefere que a mudança ocorra apenas após a consolidação do processo de desinflação.

O ministro Caputo explicou que a administração decidiu manter a atual metodologia para evitar distorções sobre a evolução da inflação. Segundo ele, há confiança de que a inflação deve cair, sem que haja atribuição direta à mudança do índice.

A mudança metodológica, sob gestão de Lavagna, utilizaria uma cesta de preços de 2017-2018 e alinharia o índice às recomendações internacionais. A divulgação do primeiro resultado, sob o novo formato, estava prevista para 10 de fevereiro.

Lavagna, economista próximo ao ex-candidato presidencial Sergio Massa, manteve-se no cargo após a posse de Milei em 2023, o que foi visto como sinal de transparência do Indec. A transição ocorre em meio a críticas políticas.

A nova metodologia abrange itens como serviços de telefonia móvel, internet e TV a cabo, que não entravam na cesta anterior, baseada em 2004. A atualização visa refletir melhor o padrão de consumo atual.

No fim de 2025, o Indec enfrentou várias renúncias, em meio a disputas sobre salários baixos e críticas à condução da política econômica. A troca de comando ocorre em um momento de ajustes institucionais no órgão.

Fonte oficial confirmou a nomeação de Lines e a saída de Lavagna, sem divulgar detalhes adicionais sobre os motivos pessoais do desligamento. As informações foram veiculadas por meio de comunicado do Ministério da Economia.

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